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quinta-feira, setembro 15, 2011

Totalmente Desagradável



Querido diário, a última pessoa que eu fiquei foi Miguel. E esta ficada apesar de ter sido prazerosa deixou um grande vazio em mim, um transtorno de insatisfação sentimental. E resolvi procurar outro. Eu o procurei, idealizando uma libertação. Eu pensei que eu ia sentir muito prazer com ele e que ia esquecer Miguel num passe de mágica.

E assim eu marquei. Veríamos-nos às 5 da tarde, quando acabasse a minha aula na universidade.

Quando acabou a aula, eu fui ao banheiro ver como estava o meu cabelo e o meu batom. Depois, me dirigi à lanchonete e comprei um Halls. Liguei pra ele e disse que poderia vim me buscar.

Ele disse que só poderia chegar mais tarde, pois estava no escritório. Esperei durante muito tempo, até que ele chegou.

Entrei no carro. Quando entrei no carro, o achei muito gostoso, com os braços ainda mais fortes, o corpo mais malhado, e com uma camisa regata, do jeito que eu gosto.

E desde a hora que eu entrei no carro até o lugar aonde iríamos ficar, eu só ouvi merda. Eu já sabia que ele era chato, afinal, eu já fiquei com ele uma vez. Mas dessa vez, ele conseguiu ser ainda mais desagradável.

Ele tem mania de chamar todo mundo de gordo, mas eu não gosto disso. E ele bateu nessa tecla o caminho todo, me chamando de gordinha, dizendo que se eu engordasse um pouco mais não iria ficar mais comigo, que eu só faço comer. Tudo futilidade e mentira! Besteira que sai da boca de quem só fala merda!

Falou alguma coisa que eu não me lembro sobre a noiva dele, disse que é noivo há 6 anos. Eu disse: −Cara, pára de enrolar e casa com a menina, já tem tanto tempo. / Ele falou casar pra que, jovem e sem dinheiro, que ele e a noiva seriam dois quebrados juntos.

Eu falei pra ele que antigamente o meu sonho era casar e ter filhos, mas que hoje em dia não sei se quero casar. Que hoje em dia eu me vejo lá na frente solteirona e mãe de uma porção de filhos que não são meus. O cara tem um coração tão egoísta que não entendeu o que eu disse. Aí eu tive que explicar, que futuramente, eu quero abrir uma casa para abrigar crianças pobres, dar alimentação, educação e lazer que cabe a elas. Advinha o que ele fez, diário? Riu. Ele riu, e disse que isso é uma coisa besta, coisa de gay. Fiquei com nojo do egoísmo dele, totalmente enojada.

Conversamos sobre algumas coisas, até que eu comecei a falar dos meus relacionamentos, disse que eu continuo virgem, que até hoje só fiz sexo oral 5 vezes, e que ele está incluso nessas 5 vezes que aconteceram. E falei que dessas cinco vezes, apenas um foi planejado, o resto foram acidentais. Aí ele perguntou: −Então, quer dizer que eu também fui um caso acidental? / Eu disse que sim, disse que quando eu fiz com ele, eu só tinha feito uma vez. Aí ele começou a debochar de mim, como se eu estivesse mentindo. Quer dizer que só por que eu chupei bem, ali deveria ser minha 24º vez? Que idiota, nojento, odeio quem duvida de mim, odeio com o maior ódio do mundo, porque eu sou uma pessoa verdadeira e sincera, não gosto de mentiras.

Falamos outras coisas, até chegar ao quesito idade, eu falei pra ele que tô com 18 anos. E ele mais uma vez duvidou de mim, acreditando que eu era mais velha, dizendo que eu tô “acabada”, tem coisa mais desagradável de ouvir, diário? E ainda mais de um cara que vai ficar com você pelo seu corpo... ele é um idiota, um sem noção, um nojento! Diário, tenho minha auto-estima elevada, sei que não sou a mulher mais linda do mundo, mas me acho muito graciosa. Mas na hora que ele falou isso eu fiquei sem graça. Quando ele falou isso eu me perguntei, será que eu tô acabada mesmo? Aí eu comecei a pensar na espinha que eu estava na testa, na quantidade de dias que eu não faço o meu tratamento de pele. Ele é um idiota, que chegou a balançar a minha auto-estima elevadíssima.

Enfim, diário, eu ouvi muitas e muitas merdas até chegar aonde a gente iria ficar.

Ah, e outra coisa desagradável que ele fazia também... no trânsito, toda vez que a gente parava no sinal vermelho, ele queria pegar nos meus peitos. Tipo do nada, a gente conversando, e de repente ele vem pegar nos meus peitos. Que tosco isso! Eu não sou manequim de loja, pra tirar minha roupa, tem que me excitar.

Quando ele viu o caos no trânsito, parou o carro no estacionamento de um super mercado, que já estava fechado, e me deu uns beijinhos, e perguntou como andava meus estudos. Eu falei que tava no segundo período, que a outra instituição onde estudo está em greve. Ele falou, é bom, que pelo menos folga um pouco né. Eu disse sim, período passado eu estava cursando 12 matérias, ele ficou espantado e disse que deve ser foda cursar tantas matérias de uma vez. E eu perguntei pra ele se a gente ia ficar ali mesmo conversando. Ele falou: − Eu tô dando um tempo pra ver se acalma aí o trânsito, pra gente ir para o estacionamento da universidade X. E o que é que tem isso, você não tem assunto pra conversar não, é? /Eu falei: −É, cara, é que eu não vim aqui pra conversar né, pra se conversar existe MSN, telefone...

Quando eu falei isso, ele pegou o carro e arrastou para o trânsito de novo e disse: −Porra, depois de uma chiada dessa... só faltou me chamar de viado no final, dizer “viado, eu não quero ficar aqui conversando, não”... parece até que eu sou a mulher da relação. / Na hora que ele falou isso, eu ri.

Depois, ainda no trânsito, lá vem ele com o enjôo dele de novo, querendo pegar nos meus peitos, e ainda chamando-os de gêmeos. Cara, acredita nisso? Ele chamou meus peitos de gêmeos! Que coisa mais broxante!

Até que paramos numa rua Y, porque para chegar ao estacionamento da universidade X ia demorar muito tempo devido ao trânsito caótico.

Fomos para o banco de trás. Eu tirei as minhas sandálias para ficar mais a vontade e os brincos para não perder. Pedi para que ele tirasse a camisa. Admirei o belo corpo que ele tem por alguns minutos e começamos a nos agarrar.

Beijava a boca dele e estendia as chupadas até o pescoço, gemendo alto no carro. Até que ele colocou a minha mão no pênis dele dentro da roupa. E já estava duro. Eu disse: −Hummm, já?

E comecei a acariciar...

Ele chupava meu pescoço, passando mais dente do que a língua. É, o intuito dele, com certeza era me deixar marcada. E eu gemia muito alto. Não um gemido forçado, obrigado, mas sim um gemido natural, seria impossível não gemer com aquela chupada no meu pescoço.

Tudo estava muito bem, até que eu senti falta de uma coisa. E disse: −Danilo, não tá faltando alguma coisa? / Ele falou: −O quê? Não sei./ Eu disse: Tá faltando alguma coisa, será que 6 meses foram suficientes pra você esquecer do que eu gosto? / Ele pensou, pensou e não conseguiu lembrar o que tava faltando, até que eu falei: −Bata na minha cara!

Acredite, diário, em vez de bater logo, ele ficou me olhando com uma cara de assustado, pensou um pouco e disse: −Ah, Garota de Várias Faces, eu não vou bater não, coisa estranha bater nos outros assim sem motivo nenhum, eu não tenho tesão por isso não.

Nem preciso dizer que eu broxei quando ele falou isso, né? Depois de muito tempo, ele começou a bater, mas depois de muito tempo mesmo, quase no fim do amasso.

Ele colocou o instrumento pra fora e me pediu para chupar. E comecei a chupar, um sabor salgado – e eu sei muito bem que o sabor salgado é sujeira, algumas vezes é o líquido pré-ejaculação, mas na maior parte das vezes é sujeira, e no caso dele, foi sujeira. O pênis dele estava fedendo e com um sabor salgado. Mas isso não é desculpa para eu não chupar ou chupar mal. Até porque se eu estivesse com a buceta fedendo eu também iria querer que a pessoa me chupasse, e chupasse bem. Enfim, chupei deliciosamente bem, tive que esquecer o mal cheiro e o sabor salgado e fingir para mim mesma que o pênis dele estava limpo. Comecei passando a língua na cabeça, como se chupasse um picolé, depois comecei a sugá-la fazendo barulhinho, ele se contorcendo de tesão. Depois fiz garganta profunda e consegui colocar o pênis dele praticamente todo dentro da boca, e olhe que ele é bem dotado, já ia esquecendo de contar esse detalhe, mas eu já falei aqui no blog sobre o pênis dele. Aprendi a técnica num site e pensei até que não funcionasse, mas funcionou muito bem, coloquei a língua no céu da boca quando enfiava o pênis inteiro.

Se o pênis dele estivesse limpo, eu chuparia como se não houvesse amanhã, mas como não estava. Eu chupava, parava, beijava a boca dele e voltava a chupar , parava, beijava a boca dele, e voltava a chupar.

Depois, parei totalmente e ele me disse que queria mais. Dei um beijo na boca dele, e comecei a descer, percorrendo a minha língua pelo corpo dele, pelo pescoço, depois pelos peitos, e suguei um dos mamilos dele.

E ele doido o tempo inteiro pra colocar os meus seios pra fora, só que eu fui vestida num bori complicado de tirar e ainda o carro parado no meio da rua, eu fiquei insegura. E só coloquei um dos seios pra fora. Ele começou a chupar sussurrando: −Que peito gostoso!

Aí eu deitei no banco do carro, e pedi que ele ficasse roçando em mim: −Vai gostoso, fica roçando encima de mim, que eu tenho muito tesão nisso!

Ele começou a roçar o pênis dele nu, na minha buceta vestida de calcinha e calça, e fazendo os movimentos. Eu senti muito tesão enquanto ele fazia isso. Roçava em mim e chupava o meu pescoço.

Eu pedi pra ele fazer com mais força e mais rápido. Ele disse que não porque assim ia balançar o carro e as pessoas fora iam notar. Nem preciso falar que eu broxei quando ele falou isso né.

Ele queria fazer espanhola, só que pela posição no carro não dava, e aí eu comecei a acariciar a cabeça do pênis dele com o bico do meu peito. Cara, nesse momento, eu não me senti uma mulher, e sim uma cachorra no cio. Nesse momento, eu me senti como na minha própria masturbação, num sexo sem perfeccionismo, sem convenções, apenas com um instinto natural e um tesão absurdo. Para mim, esse foi o momento ápice do amasso.

Depois, resolvi chupar o pênis dele de novo. Dessa vez eu ia começar a chupar pela virilha, porém, não fiz isso, o cheiro estava insuportável. E caí logo de boca no pênis, chupando e gemendo ao mesmo tempo, sugando e fazendo estalos. E repeti a garganta profunda. Ele adorou.

E aí, eu falei pra ele que já estava na hora de a gente ir embora porque eu não poderia chegar muito tarde em casa, se não minha mãe iria desconfiar que eu não estava na universidade.

E fomos.

E durante o percurso falamos sobre muitas coisas, até que eu perguntei com que freqüência ele transa, ele disse que quase todo fim de semana com a noiva dele. E pensei triste o quanto deve ser bom, ter um namorado, ter uma freqüência certa de sexo, poder fazer sem medo, sem receio, como uma obrigação. Deve ser muito bom, e eu nunca tive isso.

Durante o percurso até a rodoviária, eu ainda o ouvi falar muitas merdas, muitas mesmo. Teve uma hora que eu me atrapalhei e falei uma frase no carro errada, e ele debochou do meu português, perguntando se na universidade onde estudo ainda faz vestibular para entrar. Que idiota! Eu passei estudando duro durante 3 anos pra escutar isso de um nojento como ele, e o pior, de um ficante, que nojo! Tem homem que não sabe mesmo dá prazer a uma mulher!

Já em frente a rodoviária, ele parou o carro e eu desci. Enquanto caminhava eu tentava me sentir relaxada, alegre, por ter saído de um amasso. Mas eu não consegui me sentir assim, eu me sentia tensa, irritada, era como se eu não tivesse feito nada para o meu prazer.

Eu pensava que ficar com Danilo, ia me fazer esquecer ou pelo menos parar de desejar Miguel. Não me fez esquecer, e ainda me fez pensar muito mais nele. Eu gostaria de ser a Garota de Várias Faces do ensino médio, que se entusiasmava com esses relacionamentos sem compromisso, com esses homens grandes e fortes. Hoje em dia eu quero é sossego, é um homem meu, que não precisa ter um corpo espetacular, mas que precisa satisfazer o meu corpo e a minha alma. E esse homem que eu queria era Miguel. E fico frustrada com as coisas da vida.

Eu passei tanto tempo apaixonada, fiz amizade com um dos amigos dele para me aproximar dele, às vezes saía cedo da universidade perdendo aula e chegava cedo à outra instituição pra ver se encontrava ele. Lembro-me que uma vez eu o encontrei, ele me deu um abraço tão doce e eu fiquei um tempão arrepiada. Tão apaixonada...

Eu que passei as minhas férias inteira escrevendo textos românticos sobre ele. (Desde junho todas as postagens escritas de rosa falam sobre ele). Ele passou a ser o príncipe da Garota de Várias Faces aqui no blog, os leitores notaram que o que eu sentia por ele era verdadeiro, e ele não notou isso.

Culpa minha? Claro que foi culpa minha, e eu sou infeliz, uma pequena parcela de culpa é da vida, e a maior parcela é minha. Eu que escondi os sentimentos, eu que fui pra casa dele e me entreguei de primeira. Ele, como 99% dos homens, que são todos uns machistas, acham que uma mulher que faz boquete de primeira não merece amor. Tudo que eu queria hoje em dia era poder abraçá-lo com ternura, sentir o calor do corpo dele, e que ele acreditasse em mim, acreditasse que eu não sou nenhuma vagabunda, eu queria que ele me desse pelo menos um crédito de confiança...

Ontem eu estava escrevendo o texto sobre a fera e o caçador toda segura, convencida de que não queria mais ele, que homens melhores aparecerão na minha vida. E hoje, depois que fiquei com Danilo, voltei a pensar intensamente em Miguel, voltei a pensar com amor. E estou aqui me lamentando por ele não estar na mesma sintonia que eu, pensando numa forma de modificar o que não tem mais jeito.

Não tem jeito, o vento vai levá-lo para longe da minha vida, e eu vou ficar aqui, continuar aqui, nessa solidão, nesse deserto, com essa sede que nenhum homem sacia.






















































































quarta-feira, setembro 14, 2011

A Fera e O Caçador



Hoje faz exatamente um mês que eu caí nas suas garras como um animal faminto seduzido pela armadilha de um caçador. Um caçador alto, forte, loiro, galanteador e jovial.

Esse caçador agiu naturalmente, com espontaneidade, com um brilho no olhar, com um flerte doce e discreto até perceber que a fera estava em suas mãos, esperando ser apoderada.

Essa fera é pequena no tamanho, mas enorme na doçura. É uma fera ingênua, com uma malícia presumível e com a inocência de uma criança. Essa fera é cobiçada por outros caçadores devido a sua carne volumosa e a sua sensualidade oriunda.

A fera resistiu à armadilha de outros caçadores mais bonitos e mais gentis, e foi se render logo diante da força desse jovem caçador.

O caçador se sentiu excitado com a ousadia da fera, e a fera se sentiu rendida com as armas do caçador. E assim, sem medo, sem pudor, sem vergonha, o caçador e a fera se entregaram numa tarde ensolarada como se o dia não fosse anoitecer. Ambos conheceram os corpos um do outro com as mãos, com a língua, com o olfato e com a audição a ouvir os gemidos exaltados do prazer.




O caçador se sentiu alimentado com o corpo da fera e satisfeito com o descaramento da mesma, mas continuou vivendo normalmente como se não tivesse conhecido uma fera dócil. E a fera, ah... a fera! A fera passou dias suspirando pela volúpia do caçador, lembrando de cada momento, de cada detalhe, do olhar do caçador que parecia devorá-la, de cada palmo do corpo dele. E a fera esperou, esperou, esperou que o caçador voltasse com a mesma fúria de deixá-la nua, sem temor, sem pudor e sem vergonha. E o caçador não voltou.

E assim, ainda possuída pela insensatez da paixão, a fera decidiu sair da floresta e procurar o caçador em outro canto.

E assim ela colocou a sua melhor pele, o seu melhor sorriso, a sua melhor harmonia e foi à procura do seu desejado caçador. Ela esperava encontrar a mesma vibração, a mesma sintonia, o mesmo fogo que tinha se acendido dentro dela. Ela queria escutar palavras ao menos sacanas que a fizesse lembrar do prazer daquela tarde, que funcionasse como brasa em meio ao fogo. Ela queria continuar se excitando com o jovem caçador.

Ela esperou encontrar vibração numa estátua... esperava encontrar sintonia, onde não havia harmonia... esperava encontrar o mesmo fogo dentro de uma geladeira. Ela queria escutar palavras quentes e ouviu as palavras mais frias e mais baixas que já tinha ouvido em sua vida.

A temível, forte e formosa fera se sentiu tangida como um rato, como um animal inútil, desnecessário para a mais inferior caça.

Essa fera é apenas uma garota cheia de várias faces, uma mulher romântica, fogosa e sonhadora. E esse caçador é apenas um homem imaturo, grosso, cheio de pré-conceito, de pré-idéias, que não merece a doçura da fera.

E a fera ainda deitada ou parada nos seus pensamentos ainda lembra da arma do caçador. Ele totalmente despido em sua frente, armado a ponto de bala, fechando a janela para ninguém ver o disparo da sua munição. Ela lembra de cada pontinho de pelo que apontava na pele raspada do caçador, desde o peito até a virilha, daquele órgão tão pequeno, tão delicado, tão rosa e tão gostoso de chupar. Durante toda a tarde, a fera chupou como se o mundo fosse derreter.

Mas isso são apenas lembranças de um sexo normal, que foi prazeroso, que não tem motivo pra ser esquecido, mas que não vai mais se repetir, porque ele pode até ser caçador, mas a fera sou eu. A fúria da indiferença quem sentiu fui eu.

Eu que fui destratada, que ouvi palavras grossas e baixas, que recebi ofensas quando queria receber apenas carinho.

E o pior que quando ele se sentir sozinho ou me ver por aí com uma blusa decotada, com uma roupa mais ligada, esbanjando sensualidade ele vai querer de novo, vai sentir vontade de tocar o meu corpo, de puxar meus cabelos, de me ter nua de novo numa cama. E eu vou responder: NÃO!

Eu poderia responder um não devolvendo o troco na mesma moeda, com palavras baixas e grosseiras. Eu poderia dar um não demonstrando a minha tristeza, dizendo que eu fiquei magoada com as palavras que ele me disse. Mas para evitar brigas, discussões, rebaixamento, eu vou dar um não bem sutil. Vou apenas dizer que as coisas entre nós esfriou e que eu não tô mais afim, que não quero mais. E isso é apenas um não...

Um não porque eu não quero mais preocupação, coisas que me fazem mal, que me deixam contrariada. Eu quero é tranqüilidade, respirar o bom ar da liberdade, poder demonstrar na minha face o alívio da felicidade. Eu digo não porque preciso me conformar com as coisas como elas são, com mais tolerância, com mais aceitação, com menos apego. Eu digo não porque eu não preciso de você por perto pra me sentir bem.

Eu sou uma fera da mais enigmática selva, eu tenho o poder e o domínio sobre o meu mundo, e não vou permitir que nem esse, nem outro caçador, entre na minha selva e faça baderna, brinque com a ternura das várias faces, porque na minha vida entra quem quiser, mas eu que escolho quem nela deve permanecer.



segunda-feira, setembro 12, 2011

O Que Eu Queria



Querido diário, eu tenho passado as madrugadas acordada procurando coisas que não me fazem bem. Coisas que me trazem adrenalina, prazer e emoção. É tudo ilusão. É um prazer totalmente ilusório. É uma água que quanto mais se bebe, mais há sede. É pura ilusão, coisa da minha imaginação.

Eu quero dormir todas as madrugadas depois de uma noite farta de amor. Quero amanhecer sorrindo de satisfação para o dia, com um farto café da manhã e banana na mesa. Quero passar o dia mais bem humorada, mais alegre, mais feminina por ter comido bem a noite e por ter sido muito bem comida.

Glória a natureza que me fez bela, perfeita e desejável, mas merdas a vida que me trouxe pessoas fúteis, insensíveis e geladas. Eu quero calor, um calor que se acenda num olhar, num contato, num toque, um calor que faça os nossos olhos lacrimejar e não acreditar no poder que esse calor tem.

Eu quero uma sintonia singular em que ele não possa olhar sem me desejar, que me idealize e que eu seja a atração principal das suas mais peripécias fantasias. E que ele não resista ao meu olhar sedento, ao meu sorriso doce e ao meu cruzar de pernas. Que ele sempre me espere a ponto de bala e louco pelo nosso prazer.

Minhas olheiras estão aumentando, meu corpo tá amolecendo, minha vida tá parando, mas eu só preciso de uma coisa, de uma coisinha pra me sentir bem. Eu só preciso de uma coisa ao menos extensa, calosa, rígida, as 3 coisas numa só ou uma cada vez, rosa, morena, preta, qualquer cor, qualquer formato. Acho que eu cheguei no ponto e é essa coisa que tá me fazendo falta.

Eu quero ver e sentir isso todo dia... chupar, beijar, tocar e acariciar com a língua, quero sentir com a boca o quanto você se excita e te fazer delirar, viciar, não agüentar mais de tanto prazer.

E que o vento leve com força todos os homens que não acreditaram na minha autenticidade, que não fizeram o esforço de me satisfazer, que fugiram do prazer, que esperaram sentados atitudes minhas, que dormiram no ponto, que me trouxeram tédio. Que o vento leve com força e destrua esses homens inúteis. E que com a mesma força, venha uma brisa leve, carregada de desejo, e me traga homens que acreditem em mim, que me valorizem, que dêem qualquer coisa por mim. Que esses homens sejam como máquinas de prazer simultâneo, que estejam prontos 24h para me satisfazer quando eu estiver morrendo de tesão e até quando eu não estiver com vontade, que me jogue na cama e me obrigue a sentir a delícia que o sexo tem.

Eu espero não passar essa madrugada acordada, dormir em paz. Isso é o que eu espero, mas não o que eu queria. O que eu queria era tirar a roupa, deitar na cama e participar de um show, sentir a pressão de um instrumento musical e escutar os sussurros de uma envolvente melodia. Mas eu não posso, talvez ainda não esteja no tempo. Que saco! E não é o saco que eu queria...





sexta-feira, setembro 09, 2011

Quando o Blog Completar 500 Seguidores



Querido diário, a alguns anos atrás você era um caderno velho, um não, vários. Lembro-me bem que eu ia a uma mercearia próxima de minha casa escolhia o caderno mais barato que tivesse pra te escrever. Afinal, você era uma futilidade. Mas não vou te envaidar não, você continua sendo uma mera futilidade. Enquanto, não começar a fazer diferença no meu bolso continuará sendo futilidade.

Nesse tempo eu me lembro que eu escrevia textos bem maiores que os de hoje, acredito que bem mais mal escritos e bem menos interessantes que os de hoje. Acreditem, minhas paixões eram ainda mais platônicas que as de hoje, eu escrevia o estranho que na época era para mim sentir o sangue escorrer durante 7 dias todo mês. Ah, e meus textos também não eram tão eróticos como os de hoje, o desejo sexual era tão pequeno, tão imperceptível até por mim mesma que não virava escrito.

E onde isso começou? Acho que foi na 5º série, lá pra o ano de 2004, em que a professora Marina pediu para que a gente comprasse um caderno fininho e o utilizasse como um diário e em todas as aulas de redação ela iria ver e dar o visto. Diz ela que era pra treinar a nossa forma de escrever. Lembro-me que todos na sala escreviam coisas bobas, coisas essencialmente normais, e eu não, eu era a tipo louca, que contava a minha vida inteira nesse diariozinho que a professora corrigia, minhas fraquezas, minhas misérias, meus segredos mais graves. Lembro-me que uma vez a professora veio me parabenizar pela minha sinceridade.

A professora Marina parou de nos cobrar esse diário, e eu continuava escrevendo.

Desde esse tempo, escrever sobre a minha própria vida sempre foi um prazer. Digo e repito, escrevendo tiramos um fardo das nossas costas. Eternizamos momentos, pensamentos, sentimentos. Escrevendo a gente sabe quem a gente foi ontem e quem a gente é hoje. A gente guarda com mais carinho coisas que eternizaram as nossas vidas.

E eu escrevia, escrevia, nesse prazer, nessa satisfação de eternizar momentos da minha vida, até o dia em que a minha mãe foi arrumar o meu cômodo e encontrou vários caderninhos guardados. Ela leu tudo e ficou furiosa demais. Lembro-me que ela ficou contrariada e mal olhava na minha cara. Ela descobriu também o meu amor por Herivelton, que na época já era passado. Nesse tempo eu perdi uma coisa que era muito valiosa pra mim e até então eu não sabia: a confiança da minha mãe. Acho que foi no ano de 2009 que ela descobriu os meus diários.

Eu não tive outra escolha, com o meu coração doendo de remorso, e arrependida por ter escrito tantas coisas num diário que foi descoberto, eu fui até a minha escola, levei os meus caderninhos, rasguei e coloquei na lixeira do colégio. Esses diários, eu perdi pra sempre. Essa parte da minha vida ficou na lixeira do colégio, e em vagas, muito vagas lembranças da minha mente.

Sinceramente, nessa época eu fiquei num incômodo total, como se algo faltasse em mim, eu já estava viciada em escrever diários, e tirar esse hábito de mim era quase como tirar uma parte do corpo. Até que surgiu a idéia de um blog.

Eu juro que nunca, eu nunca em minha vida fui admiradora de blogs, eu não lia blog nenhum e nem conhecia blogueiros conhecidos. O que eu queria na época apenas era voltar a escrever meus diários sem o risco de ninguém me descobrir. Alice e Renato, dois amigos meus, eram adeptos demais de blogs, eles adoravam. Eu não me interessava, até o dia em que eu vi que eu poderia voltar a escrever meus diários através de um blog.

E esse blog surgiu, e eis que hoje sou a Garota de Várias Faces há 1 ano e 4 meses.

Eu tava deitada na cama, em pleno às 4 da manhã, cheia de idéias e planos para o blog, assim que ele completar os 500 seguidores. Eu queria dormir, mas sabia que se eu não levantasse e viesse escrever esse post eu não iria conseguir dormir. O intuito era escrever sobre esse planos, mas aí num momento flash back sentimental, de paixonite pelo blog acabei narrando o surgimento dele e o quão é importante pra mim.

Sei que 500 seguidores não é nada, é um número muito pequeno, que meu blog ainda não é popular. Mas eu, e todo blogueiro, começa o blog com 0 seguidores e vibra quando o blog passa a ter 10 seguidores, 20 seguidores, 50, 100, 300 e agora eu to vibrando pra ver chegá-lo aos 500.

Quando o blog completar os 500 seguidores eu pretendo comemorar de uma forma diferente. Eu vou fazer uma “maratona” de postagens especiais. A primeira postagem de comemoração eu vou falar sobre as minhas 5 postagens preferidas, o quanto elas representam pra mim e o quão apreço eu tenho por elas. Já to até vendo que vou chorar escrevendo esse post.

A segunda postagem de comemoração eu vou falar sobre as postagens mais vistas do blog, nesse post vamos entender o que as pessoas gostam de ver no blog da Garota de Várias Faces. Na terceira postagem de comemoração eu vou falar sobre as 5 postagens mais comentadas do blog.

Na quarta postagem de comemoração eu vou fazer um post das 5 melhores postagens que eu vi em outros blogs. Eu não sou nenhuma idiota, e to afim de dar um presente. Eu não vou dedicar essa postagem a qualquer blogueiro e sim blogueiros que visitam o meu blog com freqüência, vou escrever sobre postagens que eles escreveram, e pretendo divulgar a postagem deles e espero que esse post seja um sucesso.

Na quinta postagem de comemoração eu vou postar as 5 melhores fotos do blog, eu não sei mais escrever sem postar uma foto sobre, algumas dessas fotos valem a pena serem revistas, e esse é o intuito desse post.

Na sexta e última postagem de comemoração, acreditem, eu vou colocar uma foto minha! Acreditem, eu dou a minha palavra que vou colocar uma foto minha. Ultimamente tenho lido alguns blogs anônimos e fico nessa mesma angústia e curiosidade que vocês ficam pra saber como é a tal pessoa que escreve. Esse post é meio que um respeito por leitores que lêem o meu blog há um tempão e morrem de curiosidade pra saber como eu sou. Eu não vou matar esse povo de curiosidade pra sempre né, quando o blog completar 500 seguidores eu vou postar uma foto minha.

E eis que eu espero com muita ansiedade e vontade esses 500 seguidores se completarem. Portanto, sigam, meu povo, por favor, me siga!




quinta-feira, setembro 08, 2011

Difícil de Entender



Querido diário, hoje eu me senti a vontade, quer dizer, essa não é a expressão certa. Vamos dizer eu precisei desabafar sobre isso aqui no blog. Eu preciso hoje falar sobre isso no blog. É um problema que eu tenho, talvez algumas pessoas já perceberam em alguns posts e me mandaram procurar um tratamento. Enfim, eu tenho problemas.

Meu problema não tem nome até porque eu ainda não fui ao psicólogo, eu ainda não fui diagnosticada. Às vezes eu penso que meu problema é depressão, porque eu perdi o interesse pra as coisas que me interessam, e não consigo retomar as minhas forças e recomeçar, até digo que vou fazer isso, mas fica simplesmente em palavras. Às vezes penso que é um complexo de inferioridade, mas acho que não, minha auto-estima está sempre elevada, eu to mais pra morrer de vaidade do que de complexo de inferioridade. Às vezes penso que é um transtorno bipolar, isso eu acredito muito que pode ser, porque eu sou do tipo de pessoa ou 8 ou 80, ou eu to muito bem humorada, rindo demais, falando e fazendo altas palhaçadas, ou então estou muito mau humorada, com a cara feia e xingando todos que aparecem na minha frente. Talvez seja um tal transtorno bipolar.

Outro problema ou talvez faça parte de um problema só, é a minha necessidade de atenção. Alguém já parou pra pensar o por que eu tenho esse blog? É só mais uma forma de chamar atenção, compartilhando a minha vida com outras pessoas, eu consigo prendê-las por alguns minutos numa cadeira em frente ao computador lendo coisas sobre mim, fazendo alguma coisa pra mim, talvez quando elas saírem da cadeira em frente ao computador elas vivenciem alguma coisa e lembre do que eu escrevi, a única coisa que eu quero é ser lembrada. Ah, mas eu quero boas lembranças. Eu preciso que uma pessoa me ame e tenha boas lembranças de mim. Eu tenho necessidade de atenção e sei que isso é um problema grave.

Eu já tive crises e sérios problemas devido a “isso”, que como eu já falei, ainda não tem nome. Nessas crises eu choro, grito, faço escândalo que a vizinhança inteira escuta. E detalhe, só quem presencia esses escândalos são meus pais, e sempre é numa madrugada como essa, de repente, eu fico sem sono, penso nos problemas da vida, não me conformo com a realidade que é dura, penso que é melhor morrer do que ter uma vida dessa, penso que a felicidade é uma coisa impossível em meio a tudo isso, e aí, eu entro em crise.

E nessas crises eu já perdi muita coisa da minha vida. Semestre passado eu perdi 4 matérias, 3 no curso superior e 1 no curso técnico. Eu tava muito mal, tendo crise quase todos os dias, e aí me recomendaram que eu tirasse férias pra relaxar e recomeçar do 0. E aí minhas aulas ainda não tinham acabado, foi em tempo de provas, eu não tava com cabeça nenhuma pra estudar pra essas provas, e acabei abandonando essas matérias, que são inclusive, importantíssimas para a minha continuidade no curso.

Eu ainda não procurei o psicólogo, pra ser sincera, não to afim de gastar dinheiro e comecei meu próprio tratamento. Nesse tratamento o primeiro passo é reconhecer que você tem problemas. Quando eu passei a reconhecer que eu tinha problemas, eu passei a evitar certas coisas que iriam ocasionar esses problemas, eu passei a entender mais a mim mesma. É importante reconhecer que você é doente mental, que você tem que ter cuidado com essa coisa frágil chamada mente.

Nesse tratamento eu me agarrei a uma tática que é muito boa e aprendi com um leitor do blog: Não se preocupar com nada. O mundo tá caindo? Que caia, não to nem aí! Quando as preocupações começam a martelar na minha cabeça eu vou sento num bar e peço uma cerveja, ou então eu compro um sorvete e vou assistir chaves. Tô tentando não dar trela pra as preocupações, afinal, se preocupar não adianta nada ou não adianta muita coisa.

Nesse tratamento, uma das metas é ter mais tolerância... não se culpar pelas conseqüências dessa doença, suportar com calma as chatices e aborrecimentos do dia a dia. É, diário, eu to tentando.

Mas tem dias que mesmo sabendo que eu não posso dar muita ênfase as coisas ruins que acontecem, mesmo sabendo que eu tenho que jogar pra o alto e não me preocupar com nada, mesmo sabendo que eu tenho que tolerar e entender que nem todos os dias são de rosas. Mesmo sabendo que eu tenho que controlar esses pensamentos pra não entrar em crise, certas coisas não me sai da cabeça, é difícil aceitar a dura realidade das coisas.

Hoje eu gostaria muito de estudar. Sentar e estudar como se não houvesse amanhã. Aprender muito e sentir prazer em cada aprendizado. E eu não consigo me concentrar. Eu não consigo e isso é triste. O que eu penso quando vou estudar? Nesse vazio que há dentro de mim ocasionado por tantas coisas. É triste e eu escrevo chorando esse post.

Hoje me deu uma vontade tremenda de perguntar a Herivelton como ele está, sabe, dá um simples, oi tudo bem, e as novidades. E eu não posso, cara! Isso é osso! Porque eu sei que se eu adicioná-lo novamente no MSN, eu não vou querer excluí-lo mais e aí vai rolar altos flashs backs e eu vou voltar a chorar por um amor do passado, aliás do passado? Do passado do tempo dos dinossauros, de um passado que já é antigo em minha vida. Não é justo sofrer por um amor durante tantos anos. Não é justo o meu barco não andar, ele já teve 2 namoros sérios depois de mim e o meu barco permanece no mesmo lugar.

A minha grande dificuldade pra ocupar esse vazio que Herivelton deixou, me apaixonar outra vez, ter um novo grande amor, é conciliar 2 coisas num homem: tesão e carinho. Poxa, tem caras que eu tenho um tesão tremendo,mas eu não me vejo como namorada, como companheira da tal pessoa, não sinto nenhum afeto. Outros, eu tenho um apreço e uma admiração imensa, mas eu não me vejo na cama, no sexo, com a tal pessoa. Teoricamente falando, Herivelton foi o único em que eu consegui unir tesão e carinho. Eu fui louca sexualmente falando por ele, e também fui louca pra cuidar dele, pra me sacrificar por ele, pra sentir a minha vida com a vida dele.

Até que apareceu o tal Miguel. Por esse sim eu senti tesão e carinho. Só de pensar a minha língua percorrendo o corpo dele eu enlouqueço, e eu tenho um afeto enorme por ele, uma vontade de abraçar e levar pra casa, cuidar como se fosse um filho, uma mulher apaixonada sabe muito bem do que eu to falando. Mas aí o cara foi pura decepção. Eu sei que eu me precipitei e errei em ter ido pra cama tão rápido com ele, mas depois da tarde maravilhosa que a gente teve, eu acabei sendo humilhada demais por ele, coisas que sinceramente, são difíceis de entender...

Poxa, como é que eu ligo pra o cara digo que to com frio, sozinha, ele me manda ir procurar outra rola, desculpa o termo chulo, mas foi assim mesmo que ele falou. Como é que eu chamo ele pra fazer sexo virtual, ele diz que não pode porque tem que sair, eu imploro pra ele ficar e ele ainda tira onda e me diz “enfia o dedo que é melhor”.

Aí é difícil pra eu entender que os abraços meigos que eu recebi dele no início, que aquele jeito inocente, muito pouco malicioso é o mesmo cara grosseiro, nojento e imaturo de agora. Cara, eu tenho dificuldade de aceitar a realidade. Aí eu fico me perguntando, se o problema tá em mim, se eu posso mudar o jeito dele, se eu devo desencanar geral, aliás, eu sei que eu devo desencanar mas vai dizer isso pra o coração e pra a minha mente que pensa em sexo 24h por dia com ele! É difícil.

Eu só tenho 3 amigos, amigos de verdade que eu falo, diário: Nicinha, Agnaldo e Maurício. Mas eu tenho uma paixão, um apego especial por Agnaldo e por Maurício. Porque eles sabem do meu blog, eles sabem tudo da minha vida, portanto, eles são as únicas pessoas que eu posso desabafar sobre tudo, que me conhecem profundamente e que tem a possibilidade de me entender. Os dois estão namorando no momento e eu não aceito isso. Eu não aceito ver a cabeça de Maurício ocupada com os problemas do namoro dele e não ter a mesma disponibilidade de antes de escutar os meus problemas. Eu não aceito Agnaldo não me ligar mais toda hora como antes, porque agora ele tem que ligar pra o namoro dele. Isso é quase pra mim uma rejeição, eu não me conformo por o passado não mais existir e pelo presente não ser satisfatório, eu quero as coisas do meu jeito, e elas infelizmente não são, e eu não consigo parar de sofrer por isso.

Poxa, Agnaldo é um cara que sabe tudo da minha vida e eu sabia tudo da dele, ele me contava tudo. E agora não me conta mais nada. Ontem mesmo ele terminou com o namoro dele, além de não me contar nada, ele mandou uma mensagem para o meu celular por engano dizendo “Não conte nada a Garota de Várias Faces”. E aí é difícil pra mim entender como um cara que até alguns meses atrás era meu melhor amigo, me contava tudo e hoje em dia esconde as coisas de mim. E aí eu começo a pensar o porquê disso. Talvez ele tá escondendo as coisas por medo de eu escrever no blog e expor a vida dele; talvez ele tenha perdido a confiança em mim, sendo que eu nunca dei motivo pra isso; ou talvez seja uma forma de se vingar porque eu nunca tive coragem de dizer pra ele que esse amor todo que eu tenho por Herivelton é um amor virtual, eu não tenho coragem de assumir essa loucura pra ninguém, até porque pra mim não é um simples amor virtual, é um amor muito mais do que real.

É difícil entender as coisas que martelam a minha cabeça, essa realidade insatisfatória.

O meu blog, ah, só Deus sabe o quanto apreço eu tenho por esse blog. Ele preenche um pouco esse vazio que eu falo que eu sinto a cada comentário, a cada seguidor, a cada visita diária que um leitor resolve fazer. Isso me alimenta. Poxa, eu já tive dias de glória de ganhar mais de 10 seguidores num dia. E esses últimos dias, cara, tá totalmente estacionado, eu to louca pra chegar aos 500 seguidores eu pretendo fazer uma “maratona” especial pra comemorar e aí chega seguidor de migalha em migalha. E aí é nesses dias que eu vou visitar o blog da mulher dos cem homens, do manual do cafajeste,fico pasma com a quantidade de comentários, morro de inveja, não vou mentir, eu que fico nos 10, 11 comentários, aquele pessoal chega a mais de cem. Aí eu me pergunto o que é que o blog deles têm que eu não tenho, modéstia parte, acho que eu escrevo melhor que a mulher dos cem homens, meus textos são artísticos e os dela são simples relatos... acho também que eu não sou tão machista e intolerante quanto aquele cara do manual do cafajeste, e mesmo assim as pessoas preferem o blog dele. Ah, ok, eles dão dicas de sexo no blog deles, eu também resolvi fazer um post de dicas de sexo pra ver se conseguia mais seguidores, e aí esse post foi uma merda, não passou dos 10 comentários. Cara, é frustrante entender isso.

Mas eu tenho que me manter a calma, me desligar de tudo isso e me voltar para o meu tratamento. Ver a felicidade nas coisas simples, na vida dos meus pais, no meu corpo em plena saúde e o fato de estar numa universidade. São coisas simples, mas que tem um valor enorme pra mim! E agir, agir, deve-se agir quando pensar está ruim.

terça-feira, setembro 06, 2011

10 Dicas de Sexo

Querido diário, como todos sabem, eu sou uma colecionadora de dicas, eu perco meu tempo pesquisando em livros, internet, com pessoas, dicas sobre várias coisas. Então eu tenho listas de dicas pra tudo. Esses dias eu estou subindo pelas paredes, ontem a noite eu tive vários sonhos eróticos, e to muito carente de sexo. Assim eu me senti inspirada pra disponibilizar algumas das minhas dicas de sexo no blog. E também seria um post especial para o dia do sexo. ;)

Sexo não se resume a só isso, são apenas 10 dicas, mas essas dicas te dão uma pequena luz de coisas que vão enlouquecer seu parceiro(a), e algumas coisas que é um grande pecado a ser feito no ato sexual. Essas dicas também têm o objetivo de apimentar a sua vida afetiva e libertar a face mais ousada que há dentro de ti. Então vamos parar de blá blá e vamos direto ao ponto, que hoje eu to morrendo de vontade. E com vocês, as dicas:








1.  Treine caras e bocas no espelho

Essa dica fica especialmente para as mulheres. Os homens são muito visuais, um olhar apimentado ou um cara de quem não agüenta mais tanto tesão pode estimulá-lo muito mais. Portanto, é importante que a gente tenha atenção com as caras e bocas pra não fazer cara de peixe morta na hora do sexo, e também pra não parecer uma mulher em pleno trabalho de parto. Ensaiar as caras e bocas no espelho é uma boa.


2.  Escolha lugares inusitados

      Eu sou uma pessoa que quando entrar no cachão quero ter experimentado de um tudo na vida, de coisas boas claro! Então, sexo na cama, no chão, no sofá, no banheiro, na cozinha, encima da mesa, embaixo da mesa. Eu acho tudo isso uma boa, mas que tal fazer num carro, num banheiro público, dentro de um ônibus, numa praia deserta... humm, uma delícia né... inove, escolha lugares inusitados e morra dizendo que já provou de tudo!



3.   Peça as coisas








 







Gente, parceiro nenhum tem como adivinhar as coisas que você gosta, portanto, não tenha receio em pedir. Exemplo muitas mulheres, e eu sou uma delas, adoro um sexo selvagem, com tapas fortes e puxões de cabelo. Porém, nem todas as mulheres gostam disso, a maior parte são carinhosas e gostam de romantismo até na cama. Então, um homem de bom senso, não vai fazer isso se você não pedir. Se ele fizer, ou ele já sacou que você curte esse tipo de coisa ou ele só tá preocupado em saciar o prazer dele. Portanto, mulheres, não esperem o homem adivinhar, peçam, ordenem, que eles obedecem! ;) Outra coisa que cai bastante em contradição com os homens. Dizem os estudiosos do sexo que o ânus é uma região de muitas terminações nervosas e quando estimulado com o dedo provoca deliciosas sensações. Tem homens que curtem isso, tem outros que não. Então uma mulher inteligente não vai fazer isso na cama sem saber se o cara realmente gosta, então, você meu cara sedutor, se você curte isso, peça!


4.  Evite comentários negativos
       Bom, cara, eu sou o tipo de pessoa que sou sincera até na hora do sexo. Nas minhas relações passadas eu não tive receio de falar a verdade sobre o tamanho do pênis do cara. Só que eu não gostaria se algum cara chegasse pra mim dissesse que a minha buceta é feia ou que minha bunda é flácida, ou seja, ninguém gosta de comentários negativos. E a gente deve evitar esse tipo de coisa. Ou não fala nada, ou não fale mal! Eu prefiro o cara ator, aquele que diz “você tem os seios mais bonitos que já vi”, “sua bunda é a mais rígida que já toquei”, enfim... eu prefiro elogios mentirosos do que comentários verdadeiros desagradáveis. Portanto, mulheres, não vá dizer que o piu piu do cara é minúsculo. E vocês homens não vá dizer que a mulher engordou.


5.  Coloque o instrumento dele pra fora
 
       Não espere ele fazer isso, homens gostam de ver a atitude da mulher na cama...Então, você mesma quando sentir o clima esquentar, desabotoe o zíper da calça dele ou puxe a cueca dele. Mas uma ação sexy que eu acho que a mulher deve fazer é apenas colocar o instrumento pra fora, não tire a calça ou a cueca dele, mostre que o que você quer é apenas o pênis dele e que não tá preocupada com roupa. Então coloque o instrumento pra fora sem tirar a cueca. ;)

 6. Gemer durante o sexo oral



Gente, se o sexo oral tá gostoso, está te satisfazendo, não excite em manifestar o seu prazer. Eu adoro ver ou escutar um homem gemendo enquanto eu to chupando o pirulito, primeiro porque isso me excita e me dá vontade de deixá-lo ainda mais louco, e segundo, porque me dá a segurança de que ele tá gostando e que eu to fazendo tudo certo. Portanto, tanto homens como mulheres, não fiquem calados quando está recebendo o sexo oral, a não ser que ele não esteja satisfatório e você esteja a fim de manifestar a sua insatisfação. Caso contrário, pode gemer a vontade estimulando e tranqüilizando aquele(a) que tá lá embaixo agindo pra o seu prazer.

7. Sugue o dedo dele e leve ao clitóris
Ta aí uma coisa diferente que eu nunca fiz, e dizem que é uma sensação muito gostosa e que fica por muito tempo na mente do cara. Chupe o dedo dele e esfregue no seu clitóris, faça isso continuamente. Isso vai enchê-lo de tesão e ele vai guardar essa lembrança.



8.  Enfie o dedo na vagina e fique circulando

Bom, isso não é diferente e nem tem segredo. É uma comum siririca, que apesar de comum, sempre vai ter um poder extraordinário. Portanto, homens, não deixem de tacar uma siririca na sua princesa.

9.  Acaricie a glande com os mamilos

Outra coisa que eu também nunca fiz, mas dizem que provoca um prazer simultâneo incrível... Aproveite o momento da espanhola, e experimente essa sensação.

10.  Para evitar a ânsia no sexo oral

Garotas, se o tamanho do pênis do seu gato é GG, ou se ele é o tipo de cara que gosta de enfiar tudo na sua boca, eu aprendi essa dica num site americano: Ponha a ponta da língua no céu da sua boca, enquanto chupa, isso vai evitar a ânsia de vômito e ele vai ter a sensação de que está entrando tudo. 


E vocês? Mais alguma dica? Mais alguma coisa diferenciada no sexo que faça diferença? Não deixem de comentar... e um feliz dia do sexo para todos!





 


domingo, setembro 04, 2011

Indiferença


Eu acho melhor parar de falar com você, te deletar dos meus contatos e excluir você da minha vida. Afinal, para você, não faz diferença fazer parte dela. Quando eu te encontrar, eu vou te tratar com essa mesma indiferença que você me trata, vou te dar um sorriso frio, ou um oi seco, como se não tivesse acontecido nada entre a gente. Tudo porque eu não agüento e nem quero pra mim esse amor de cama, sacana, sem nenhum vínculo, onde um quer mostrar pra o outro que é mais experiente, e na verdade, são apenas dois que querem a mesma coisa e que têm medo de possuir.



O destino fez com quem a gente se encontrasse e fôssemos pessoas próximas. Eu me empolguei por ter te conhecido. Uma empolgação que não tem explicação.


Nós dois somos iguais. Além de sermos geminianos, palmeirenses, isso são só semelhanças banais, tem características muito mais importantes que nós temos. Nós dois temos a necessidade de sermos notados, precisamos de atenção, odiamos a solidão. Nós dois somos grossos, ignorantes, com um bom humor constante e facilmente alterado, por isso até rimos da grosseria que nós fazemos um com outro. Nós dois temos a dualidade e a inconstância como maior qualidade, ou defeito talvez, temos que satisfazer dois seres que há dentro de nós e querem coisas diferentes, por isso temos duas caras, eu não, eu tenho mais, eu tenho várias faces.


Mas nenhuma das minhas faces permite que eu me submeta a ter a carne de um homem que eu quero a alma, não tenho cara pra isso. Eu não posso me submeter a um amor que não vai me satisfazer como pessoa, que tem mel por segundo, e fel por meses. Eu não preciso disso.


De um sabor amargo como esse eu já provei, gostei, me deliciei, sumiu, sucumbiu, e só me restou as marcas e cicatrizes que a vida fez. O meu instinto atrai o gosto por coisas difíceis, mas eu não posso lutar por amor de uma pessoa que não me ama. Amor? Não, essa não é a palavra certa, amor não é qualquer coisa, e nem sentimento que se sinta de repente. Mas é certo que eu não posso lutar por uma pessoa que não tenha o mesmo sentimento.


E essas cicatrizes são tão profundas, que me dá medo. Medo de lutar por amor com pureza outra vez, medo de me entregar e assumir a paixão, medo de engolir a indiferença por migalhas de pão.


Mas eu, sinceramente, eu não queria ter você nessa loucura, nessa inconstância, nessa coisa que nada é. Nós fomos para cama como dois desconhecidos, por pouca vontade e muito impulso. Eu não fui sincera com você e nem comigo mesma. Eu traí meus planos, meus sonhos. Eu fingi ser o que não sou, talvez por medo de ser taxada como ridícula, talvez pra reafirmar meu poder de sexualidade, eu escondi o meu sentimento, fui pra cama como se também nada quisesse, mas eu quero, e não posso continuar com esse fingimento, minha carreira de atriz durou por pouco tempo. Eu quero te ligar, conversar com você todo dia, fazer parte da sua vida. Eu não quero ter você só na cama, te ligar só pra marcar encontro, ter um vínculo sem nenhuma confiança. Sinceramente, se eu quisesse isso eu compraria um vibrador ou escolheria qualquer outro homem que não me fez sentir o sol iluminar, que não fez a minha vida arder. Mas você, Miguel, talvez ainda é muito imaturo pra entender tudo isso.


Você é imaturo demais pra entender que uma mulher virgem que vai pra cama na primeira vez nem sempre é uma vagabunda, talvez é uma mulher insegura, ou apaixonada por você. Mas eu reconheço que eu fui muito mais imatura que você, eu não tive a humildade de assumir a minha insegurança, eu não tive a coragem de olhar nos seus olhos e dizer que me apaixonei a primeira vista, que eu tava feito uma louca procurando por você, que chorei no dia que pensei que você ia embora. Eu não fui mulher o suficiente pra assumir meus sentimentos, e isso dói em mim também.


Eu acho que entre nós deveria haver mais sentimento, menos grosserias, mais entrega, menos medo de amar. Eu sei que eu sou o tipo de mulher que você gosta, que você me acha interessante e que gostaria sim de ser o primeiro em minha vida. Mas tem medo, medo de assumir uma mulher que se entregou de primeira e ser apontado como corno por aí. Seu corpo me excita, você é o tipo de cara que eu queria levar pra casa, e perderia sim minha virgindade, eu não vou mentir. Mas aí eu tive medo de dizer que estava apaixonada pra não ser taxada como doida ou ridícula, e agora eu tenho medo de dizer que estou apaixonada e você não acreditar, achar que é estratégia de puta encalhada pra conseguir um namorado, ou que eu me apaixonei por aquela simples tarde de sexo. Enquanto que não é nada disso, eu tava apaixonada desde muito antes, antes até de conhecer, desde quando te vi. Mas eu não vou falar, você não vai entender.


Talvez eu nem te exclua dos meus contatos, talvez eu esteja sufocando você com essa sede de estar perto e com esse medo de dizer que te quero, talvez pareça uma coisa chata e estranha. Mas eu vou sim parar de falar com você, te deixar bem a vontade, pra você não sentir nem mais o cheiro das várias faces. E quando a gente parar de se falar, eu não vou sentir tanto essa indiferença, e o tempo vai passar, vai apagar da minha memória o que eu senti por você, e você nem vai lembrar mais de mim. E o tempo vai passar, e vai assumir a função de transformar as coisas como se nada tivesse acontecido.