Meus Seguidores

sábado, maio 05, 2012

Carona Com Um Amor do Passado



Querido diário, eu não sinto saudade do passado. Ele estará sempre na minha lembrança como se tivesse sido ontem. Então como sentir saudade de uma coisa que pra mim foi ontem? Como sentir saudade de uma coisa que não me fez bem? Foi bom até aonde durou, eu nunca vou esquecer aqueles beijos na praça, aqueles amassos escandalosos em público, beijo na boca, tapa na bunda, puxão da cabelo, com força, tudo isso na frente de todo mundo. Como vou esquecer dessa cara de pau que eu tinha, como esquecer daquela cara safada e cínica dele. Está tudo na minha lembrança, mas obrigada, eu não quero mais.


Querido diário, por ter passado a madrugada na net escrevendo no blog e fazendo trabalhos da minha irmã, eu acordei tarde no dia de ontem, praticamente às 13h. Sendo que eu tinha aula às 15h. Estava cansada, com sono, atrasada, e sinceramente, não queria ir pra aula, utilizei tudo isso como desculpa para não ir, até que a voz da consciência começou a falar assim:

−Se lembre do seu período passado em que foi uma miséria porque você faltava demais e sem necessidade.

Não almocei. Aproveitei que estava de regime, e decidi não almoçar. Colaboraria com a sonhada barriga de tanque e com o atraso de me arrumar. Tomei banho, lavei meus cabelos, saí do banho, usei meu creme de pele de erva doce, e vesti uma das roupas mais sensuais do meu guarda-roupa. O meu bori vermelho. Um bori decotadíssimo, que além de destacar caprichosamente os meus seios, ainda afina a minha cintura. Homens que não sabem o que é um bori, é o mesmo que colan.

Combinei o meu bori vermelho com um short verde que eu particularmente não gosto muito porque é folgado e diminui as minhas curvas, e com a minha sapatilha rosa. Penteei os meus cabelos, e os deixei solto, depois de secos, ele mostraria a cor clara natural e os cachos bem delineados, também naturais.

Não dava tempo de fazer uma maquiagem completa, coloquei apenas um pó na cara pra dar um brilho, e um batom lilás clarinho, que com o gloss, ficava mais claro ainda. Usei meu perfume ekos pitanga, e fui à luta. A luta, entende-se à aula, que a preguiça quase me fazia perder.

O meu bori vermelho realmente me deixava muito sensual, e até o ponto de ônibus eu recebi muitas cantadas, de homens que estavam na rua, nos bares, nos carros passando pelo trânsito. E modéstia parte, eu adoro, me sentir poderosa e desejada é uma das minhas mais favoritas sensações.

Cheguei ao ponto de ônibus, fiquei lá escutando as buzinadas no trânsito que me paqueravam com uma das mãos na cintura, e outra nos cabelos. Até que me pára um carro e pergunta:

−Vai pra onde?

De início, eu não respondi, porque eu não dou confiança a estranhos, e pra mim não é novidade, homens desconhecidos me oferecerem carona. Mas a segunda olhada que eu dei pra aquele rosto, eu vi que não era desconhecido, e logo reconheci aquela cara safada.

Quase não acreditei que era Luiz. Pensei que nunca mais iria reencontrá-lo, até porque sempre andava nas redondezas onde ele poderia estar e nunca tinha o encontrado, e fui reencontrá-lo logo ali, tão longe, perto da minha casa. Depois de 3 anos sem vê aquela cara safada, eu quase não a reconheci.

Quando reconheci aquela cara safada, pensei em não responder e deixá-lo no vácuo, afinal, o tempo passou, mas eu me lembro de tudo, não terminamos amigavelmente, mas eu pensei: −Poxa, tanto tempo já passou, ele estava ali na minha frente com um sorriso que parecia não lembrar das nossas brigas, gentil ao me oferecer uma carona que eu realmente estava precisando, resolvi que dar trela as picuinhas do passado não era o melhor a se fazer naquele momento.

Aproximei-me do carro, disse que estava esperando o ônibus para ir à universidade, ele disse: −Vamos, eu te deixo lá.

Sorri, e aceitei a carona.

Fui simpática, já disse nada de dar trelas as picuinhas do passado. Ao entrar no carro fui logo demonstrando que já sabia das mudanças da vida dele ao perguntar sobre a esposa e filha dele.

Ele ficou surpreso ao saber que eu já sabia. Talvez, se eu não demonstrasse isso, ele nem me falaria que estava casado e que sua filha tinha nascido a poucos dias, é mentiroso, certamente diria que estava solteiro.

Ele quis saber como eu tinha ficado sabendo de tudo, eu não disse, mas eu digo a você, diário, que é mania minha procurar saber como andam as pessoas que já passaram pela minha vida, acho que na verdade, é mania de mulher, espiar pela greta do muro, depois de tantos anos passados, sempre bate aquela curiosidade de saber aonde aquela pessoa foi parar.

E ele foi parar aonde mais ou menos já imaginava. Na época em que ficávamos, ele começou a namorar outra menina, sem eu saber claro. Ela era virgem e eu também. Ela deu pra ele e eu não. Ela era apaixonada por ele e eu não. Ela fazia loucuras por ele, e eu não. Ela colocava a mão no fogo por ele, e eu não confiava nele. Ele era o amor da vida dela, e pra mim, ele era uma gostosa diversão, eu dizia que jamais namoraria Luiz. Paguei a minha língua e cheguei a namorar, por poucos dias, mas cheguei a namorar e terminei logo em seguida porque descobri o cachorro que ele era, antes eu só desconfiava, mas ali eu tinha certeza de que ele jamais poderia ser homem pra mim. Pois então, ele ficou com ela. Ela engravidou, casaram (entende-se morar juntos) e a filha deles nasceu há poucos dias.

Incrível como a vida dele mudou tanto, em tão pouco tempo, 3 anos. Quando eu o conheci, ele era um vagabundo, só queria saber de festa e academia. Era lindo, um moreno todo malhadão, uma tentação irresistível. Hoje em dia, quase não o reconheci, porque ele parou de malhar, tava com cabelo diferente, com roupa diferente, a vida dele mudou, hoje ele trabalha (e na minha cidade, por isso estava ali), tá casado, com filha, estudando engenharia civil numa instituição particular. Mudou muito.

E na minha vida, acho que a única coisa que mudou foi que eu entrei na universidade, e na época eu era estudante de ensino médio. Deixe-me ver, que eu fiquei mais bonita, porque me tornei mais vaidosa, que eu me tornei mais safada, porque naquele tempo eu era muito nova e ele foi um dos meus primeiros homens. Mas as minhas mudanças foram meramente normais, cronológicas, entende? Nada forçado contra o tempo, ah, talvez meio atrasada sim, porque até hoje eu continuo virgem. Até eu hoje eu não namorei mais ninguém. Mas eu não me preocupo com atraso, assim estou bem. Outra coisa que também mudou, foi que na época em que ficava com ele eu era karateca, e abandonei o karatê, mas já estou pra voltar de novo, inclusive já fiz a minha inscrição.

E no caminho até a universidade fomos conversando, ele perguntou se eu andava namorando muito, eu disse que estava sossegada, mentira, rs. Ia falando sobre o meu curso, a procura por emprego, das pessoas que faziam parte das nossas vidas naquela época. Perguntei sobre uma amiga minha, que hoje é uma colega distante, mas que na época chegamos a brigar por causa dele. Ele disse que a tinha reencontrado um dia desses no shopping com o namorado, gorda como nunca.

Eu falei que ele tinha mudado demais, e perguntei se eu tinha mudado alguma coisa, ele sorriu, fez aquela cara safada, e disse que eu só mudei em uma: − Estava mais gostosa!

Eu sorri, e disse que eram os olhos dele.

Chegamos até a universidade, antes de sair do carro, eu disse: −Deixa eu te dar um cheiro... / Ele fez aquela cara safada como se cobrasse a carona com um beijo na boca, eu dei um beijo no pescoço dele, deixando a marca do meu batom, agradeci a carona e ele disse: −Até mais.

Senti-me atraída dentro do carro, mesmo depois de tanto tempo, mesmo ele não sendo tão bonito como antes. E sei que ele também quer, afinal, hoje sou muito mais interessante do que eu era quando estava com ele, e também para dar aquela finalizada, pois a gente nunca fez mais do que beijos na boca e mão boba.

Ele talvez nem acredita nisso. Mas ele foi o meu quinto ficante. O primeiro pênis que eu peguei, e por cima da roupa. Apesar de meus beijos serem fogosos e calorosos, e na época, eu já ter 16 anos, eu estava apenas começando.

Através de Luiz, eu conheci as pessoas mais populares e safadas da cidade, homens e mulheres, homens gostosos e safados que eu peguei, e piranhas, algumas até prostitutas que pegava os mesmos homens que eu pegava. E depois de Luiz, eu fiquei com 4 amigos dele.

E ali, mais uma vez, depois de 3 anos, eu estava me sentindo atraída de novo por ele. E fiquei pensando o porquê que eu não ficaria... Ah, Garota de Várias Faces, você não é de negar homem, talvez seria excitante relembrar coisas do passado, satisfazer a vontade que eu tive naquele momento, afinal, ele era um imprestável, sonso e mentiroso, mas a pegada dele era boa, fora aquele pênis que você nunca viu, mas sentiu e parecia ser grosso, agora você iria poder ver, tocar, chupar e se deliciar. Ah, vai perder essa oportunidade? E agora ele tem uma casa, onde vocês podem ficar mais a vontade, vai mesmo perder essa oportunidade?

Pois eu digo, vou sim, pra que eu vou querer comer carne repetida, e ainda carne velha, de tantos anos atrás. Eu não sou caranguejo pra andar pra trás, é pra frente que se anda. Ele não me deu o valor que eu merecia, me fez muito mal, me tratou de uma forma que eu não merecia. O passado passou, mas eu me lembro de tudo perfeitamente. Ele sumiu da minha vida, e isso foi uma escolha que ele fez, há tantos anos atrás, e hoje não convém voltar atrás. Ele decidiu ficar com outra menina, e agradeço a Deus, por ele ter escolhido ficar com ela, porque talvez se ele tivesse escolhido a mim, hoje seria eu, a corna, idiota, mãe jovem, que perdeu a juventude dela por um cara que não presta e por um filho inesperado. Obrigada, meu Deus, pelos rumos que a minha vida tomou! Hoje eu estou numa melhor, e não preciso mais dele, não me sinto só, fico com homens mais bonitos, mais deliciosos, e aprendi a ter amor próprio, a excluir da minha vida pessoas que não me querem bem e de não dar a mínima chance de elas se reaproximarem.

No carro, eu não peguei número telefone dele e nenhum contato. Quando cheguei em casa pensei em adicioná-lo no facebook, mas não, é melhor evitar qualquer proximidade, manter esse amor do passado no passado, deixar que essa carona seja apenas uma carona, uma surpresa inesperada, um encontro por acaso, anos se passaram, e Luiz não faz mais parte dos meus interesses, ele quis sair da minha vida, e hoje eu não preciso mais dele.

quinta-feira, maio 03, 2012

Ter Namorado é Mesmo Um Prêmio?




Querido diário, eu prometi que em 2012 eu iria mudar. Não que eu esteja o tecido mais refinado e mais perfeito, mas eu sou uma pessoa muito melhor do que já fui. Malvada, fria e ordinária. Assim sou eu aos olhos dos outros. Madura, inteligente e esperta, assim é o que eu me vejo, assim é o que eu tento ser todos os dias.

Ano passado, foi uma das piores fases da minha vida, eu mergulhei na depressão de uma forma que eu pensei não sair viva. Vocês que leram e acompanharam, viram que diversas vezes eu tentei me suicidar, sem sucesso.

Foi uma das fases mais críticas da minha vida, em que eu fui totalmente pura, ingênua, acreditei na pureza das pessoas, na possibilidade de amor verdadeiro, e aonde mesmo eu acabei tomando?

A vida me ensinou a ser assim. Egoísta e fria.

Hoje eu estava na faculdade, conversando com dois amigos meus sobre as qualidades e defeitos de uma menina. Quando um dos meus amigos solta:

−Sabe o que ela tem de melhor que você? Ela namora, filha...

Eu fiz uma cara de peninha pra ele, sabe.

Ele é mais um dessas pessoas medíocres idiotas que acreditam no amor, e acham que ter um namorado, é ter um troféu. E ainda joga isso na minha cara, como se eu estivesse numa pior por não ter um.

E de novo, eu faço aquela cara de peninha pra ele.

Porque graças a Deus, eu sou solteira, não tenho ninguém na minha cola, me cobrando satisfação, me dando ordens, limitando a minha liberdade ou me cobrando respeito. Graças a Deus, eu sou solteira, e como carne de primeira, fico com os homens mais bonitos, tipo aqueles artistas de cinema, modelos de marca de cueca. E ainda o melhor de tudo, eu não sou corna =), e mesmo assim faço várias. Eu não sou a pobre coitada que fica em casa lavando cueca freada do marido, eu sou a ordinária que vai tá lá se excitando e se deliciando com o homem casado.

Esse meu amigo é como várias pessoas que acham que ter namorado é ter uma jóia rara, que não conseguem ficar solteiras, que tem dificuldade em lidar consigo mesmas, que não sabe segurar a onda e a delícia de um relacionamento casual, de uma aventura ocasional. São pessoas que se sentem só consigo mesmas, e acham que um namorado é um prêmio.

Eu não namoro porque eu não quero.

Depois de tudo que passei, eu aprendi que o melhor e maior amor do mundo, o mais verdadeiro e o que mais vale a pena é aquele que eu sinto por mim mesma. Nesse sim, eu amo, eu sorrio, eu sou feliz, e muito bem retribuída todos os dias.

Eu fico imaginando se eu tivesse um namorado em que eu tivesse que dá satisfação aonde vou, o que faço, com quem eu faço. Eu não uma santa, eu iria me sentir sufocada. Eu fui solteira durante 18 anos da minha vida, e me tornei viciada a liberdade.

Eu fico imaginando se eu entregasse todo o amor que tenho, toda pureza, toda confiança, se eu parasse de viver pra viver com essa pessoa. E no fim, fosse traída, e no fim o amor acabasse como a chama de uma vela acesa.

Isso é um prêmio, ter um namorado?

Se entregar a monogamia de ficar com uma pessoa só, experimentar o mesmo beijo, o mesmo sabor, o mesmo gosto. Limitar sua liberdade como deixar de ir a uma festa ou sair com amigos, de beber e se divertir? É um prêmio entregar fielmente uma coisa chamada amor, e depois descobri uma traição, depois levar um pé na bunda e ver todo o tempo da sua vida que foi desperdiçado?

Ter um namorado é fazer um investimento grande e perigoso em que quando não dá certo, você vê que saiu no maior prejuízo. Eu não tenho coragem e nem vontade de fazer um investimento desse, a não ser se o cara tiver dinheiro e/ou estabilidade. Porque investimento e dinheiro é um casamento que sempre vale a pena. Por dinheiro vale a pena limitar a liberdade, ser traída, dar amor, fingir que confia, fingir que está satisfeita com a monogamia, obedecer ao namorado e ficar em casa numa noite de festa, correr o risco de conviver um louco. Só por dinheiro, vale a pena isso.

Meus amores, eu só tenho a dizer pra vocês, que graças a Deus ou ao Diabo, eu não sou mais capaz de amar ninguém. Eu não me vejo amando uma outra pessoa a não ser eu. Eu não amo ninguém a não ser eu mesma, tenho uma grande admiração e apreço pelo meu pai, mas amor, meus amores, só por mim.

Eu sou solteira e mesmo assim não me falta carinho. Eu tenho 3 amantes, que além de gostosos, me dão valor, me fazem sentir amada, são pessoas maravilhosas. E quando um dia eles deixarem de me dar valor e de me fazer sentir realizada, eu dou um pé na bunda, chamo o próximo gostoso. E sempre haverá um gostoso, antes eu sofria de solidão, porque não tinha o faro radeador, hoje eu vejo que o mundo é uma fonte infinita de pessoas gostosas, que cada uma tem um sabor que vale a pena experimentar, mas que esse sabor sofre fermentação, tem um prazo de validade.

Acho que o mais certo dizer aqui é que eu acordei pra vida, e vi que não vale a pena amar. Eu quero amantes lindos, bons de pegada, que saibam tratar uma mulher, eu quero namorados ricos, que me levem pra os melhores lugares e que acreditem nessa pureza que eu não tenho mais.

Esse meu amigo que quis jogar na minha cara a falta de um namorado, namora uma drag queen, rs. A menina da qual ele diz que é “melhor” do que eu porque namora, namora um tatuador, rsrsrs.

É motivo de piada?

Kkkk, prefiro nem comentar! =)

terça-feira, maio 01, 2012

Um Tapa Na Depressão



Querido diário, eu venho contar que depois de escrever o texto passado, eu não dei asas a depressão.

Dessa vez eu não fiquei na cama, não chorei, a culpa é talvez inevitável, mas eu fiz a ação dominar a culpa. Eu estudei para as minhas provas de última hora e fui fazê-las.

Uma eu fiz muito mal, devo ter tirado um zero bem redondo, e a outra eu fiz bem, anseio tirar uma nota bacana.

Sinceramente, eu senti um certo orgulho de mim mesma, porque nesse dia, eu venci a depressão. Eu não deixei a crise tomar conta, nem ao menos se aproximar. Eu errei, mas desta vez eu não me condenei pelos meus erros e encarei o problema de frente. Venci a depressão.

Nesse dia, eu venci uma batalha, de uma luta que é travada todos os dias, da qual o inimigo se alimenta das marcas do passado e cicatrizes, se aloja na sua fraqueza e te faz sentir a pior pessoa do mundo. Eu encontrei forças em mim e em Deus. Eu fui fazer as provas, e mesmo tendo feito uma prova ruim, e outra razoável, eu fiz melhor do que ficar em casa, trancada num quarto, deitada numa cama, chorando por não ter conseguido ir fazer as provas e bebendo cerveja pra esquecer esse dia ruim.

Eu dei um tapa na depressão, enfrentei esse dia ruim com a cabeça erguida, e dias melhores virão.

segunda-feira, abril 30, 2012

Eu Não Tomo Jeito



Querido diário, eu não tomo jeito. Eu faço promessas atrás de promessas, de que vou me tornar uma pessoa melhor, mais responsável e passar a cuidar mais de mim. Nos primeiros dias, eu até vou cumprindo a promessa, mas depois, me deixando levar, e o fim é sempre o mesmo.

Eu continuo porca, sem tomar banho com freqüência, com cabelo há séculos que não hidrato, acho até que a minha hidratação cara de 1kg vai perder a validade, há meses eu não faço hidratação na minha pele, e minha pele tá voltando a ser a mesma merda que sempre foi cheia de espinhas e cravos.

Eu continuo perdida nos estudos. Sem estudar nada, faltando aulas por nada, passando semanas sem pegar num livro, num desespero sempre que é dia de prova, o desespero, tortura e culpa tomam conta de mim, e aí a crise, geralmente vem.

Hoje é um dia decisivo para essa crise vim ou não, hoje eu preciso ir fazer uma prova na faculdade, e se eu faltar essa prova eu vou ter que desistir da matéria, matéria essa que é a mais importante, e que eu já estou cursando pela 4º vez. Uma matéria que não é tão difícil, só precisa estudar e se dedicar, coisa que pela 4º vez eu não estou fazendo.

A prova é hoje às 15h da tarde, eu não peguei em nenhum livro, mal sei do que se trata o assunto. O que a depressão quer é que eu me isole numa cama, chore, cheia de culpa, durma, tentando esquecer esse dia escuro, desista da matéria e tente mudar mais uma vez. E aí vêm promessas atrás de promessas, nunca cumpridas, eu não tomo jeito.

E hoje, pra completar são duas provas, não estudei pra nenhuma, e o cansaço de uma noite acordada na internet teclando com amigos já começa a tomar conta de mim.

Vagabunda, preguiça, ordinária. É o que vocês devem pensar ao ler isso.

Talvez eu seja, eu sou, vagabunda, preguiçosa, ordinária. Mas dói em mim não conseguir mudar, querer mudar e só ficar no querer. Descuidar-me a ponto de passar dias sem tomar banho, meses sem hidratar a pele e o cabelo, não conseguir estudar as matérias e ter que perder uma coisa que eu sei que eu tenho capacidade de ganhar, que é o sucesso. É triste, e eu, muitas vezes, como agora, me sinto inimiga de mim mesma, me sinto perdida.

Eu continuo sem tomar banho, sem estudar, sem procurar ajuda psiquiátrica. Eu não tomo jeito.

sábado, abril 21, 2012

Aventura Com Homem Casado



Querido diário, ele tem magia naquele corpo perfumado. É o perfume do pescoço, do corpo, do pênis. É o perfume que me enlouquece. Sua beleza acende em mim uma chama quase inapagável. Ele tenta apagar o meu fogo, meio que impressionado com essa garota quente. Ele tenta apagar o fogo, e mesmo assim não consegue, eu nunca estou satisfeita, sempre quero mais. E dele, eu queria (ou quero) mais.


O nosso caso é proibido. Proibido aos olhos da sociedade, para mim não há nenhum impedimento. O que me impede de ficar com ele, se eu desejo aquele corpo, aquele brilho safado nos olhos, aquela boca carnuda... Ele é casado, mas também é aventura, prazer, tesão. E essa aventura, prazer, tesão, não deve, ou não deveria acabar por uma simples falta de encaixe.

Eu conheci ÉLio através da internet. Adicionei no facebook, acho que devo ter visto no facebook de alguém, achei bonito, e adicionei. Logo ele aceitou e pediu o meu MSN. Conversávamos muito, e ele sempre muito simpático e agradável, mas o que eu queria não era conversa, nem simpatia, era aquele corpinho.

Uma coisa curiosa, ele elogiava meu corpo, minhas fotos, dava todos os sinais de que me queria, mas no fim, resistia. Uma vez ele me disse que eu era uma tentação difícil de resistir, eu disse: −Resiste porque quer.

E ele continuava a elogiar minhas fotos, às vezes até com comentário meio ousados, quando uma vez eu coloquei uma foto de biquíni no MSN, e ele disse pena que só mostrava a parte de cima. Eu, louca pra que rolasse, às vezes até me irritava com aquele cara que me instigava e ao mesmo tempo salientava que não podia porque era casado.

Até que um dia ele parou de resistir, e disse que queria me ver sim, eu até fiquei meio pensativa, pensando: −O que será que deu nele?

Na semana em que íamos nos ver, ele teve que viajar, trabalha num escritório de contabilidade, mas também vende roupas, e teria que ir viajar pra comprar os produtos. Nessa semana eu ainda estava de férias de uma das instituições onde estudo.

Quando ele voltou da viagem, me mandou uma mensagem dizendo que tinha chegado e queria me ver. Tarde demais, as minhas aulas da outra instituição já tinham começado. Fiquei sem tempo de ir vê-lo, estudando pela tarde e noite, e ele trabalhando pela manhã e tarde.

Nessa minha semana de férias, fiquei com Edmar, como contei no post “Cravos e Rosas”, e daí então não fiquei mais com ninguém. Não por falta de opções, e sim de tempo, como vocês podem ver, eu passei muito tempo sem postar nada no blog, estudos e atividades diárias me ocuparam muito.

Quarta-feira, dia 18, foi o dia D, o dia de Élio. Coisa que nem eu esperava, não planejei nada, e geralmente, essas coisas imprevisíveis são as melhores. Saí de casa às 11:50 da manhã, estressada, meio tensa, com uma prova que iria ter a noite. E ainda por cima carente, de fogo, de tesão, eu não queria prova, queria homem.

Assisti aula a tarde inteira na instituição X, e fui fazer a prova na instituição Y. Fiz bem a prova, e me senti aliviada.

Eu achava que o professor iria dar aula depois da prova, mas liberou a gente às 20:30. Fiquei em dúvida se iria pra casa, se ligava pra algum bofinho, ou se ficava lá de bobeira esperando meu ônibus que chegaria às 22h.

Se eu fosse pra minha casa, chegaria mais cedo, tipo sempre chego às 23:30 e nesse dia chegaria às 21:15 por ae. E ainda poderia fazer coisas que eu estava precisando como unhas, depilação e estudar. Mas se fosse pra casa também teria que gastar dinheiro, correr risco de assalto, pois a zona da instituição até o ponto de ônibus é extremamente perigosa naquele horário, e fala sério, o que eu tinha pra fazer em casa, poderia muito bem, fazer depois.

Se eu ligasse pra algum bofe. Estaria fazendo um bom negócio. Teria prazer, estaria suprindo as minhas necessidades, e ainda estaria aproveitando uma oportunidade rara, que é tempo livre. Mas aí eu não estava em condições de me encontrar com alguém, já no fim do dia, sem maquiagem, com aquele cheirinho de priquito no ar pedindo banho. E ainda estava com a txequinha peluda, com a unha quebrada, com a sobrancelha pra fazer, com o telefone bloqueado, teria que ligar a cobrar. Coisas assim extremamente chatas quando se trata de um encontro, e ainda mais de um primeiro encontro.

Pensei em ir pra casa, mas em 5 minutos decidi ligar pra algum amante. A carência falou mais alto, eu tava mesmo subindo pelas paredes, precisando de homem pra ontem.

Resolvi ligar pra alguém. Eu tinha 5 pessoas na fila, e o mais desejado era Élio, o gostoso agradável casado que eu conversava pelo MSN. Mas também poderia ligar pra Edmar, o meu amante número 1, que eu não o via faz um tempão.

Mas fala sério, 1 mês sem ficar com ninguém, iria ligar pra carne repetida? Não mesmo, deixa eu ligar pra o mais desejado primeiro, e se o outro não puder ir, eu ligo pra o meu amante.

Liguei pra ele, nunca tinha falado, escutado a voz dele, nunca tinha ligado, só conversávamos pela internet e por sms. Era uma voz normal do jeito que eu imaginava.

Liguei a cobrar, não tinha outra alternativa, tava com a conta do celular blockeada. Só que além de ligar a cobrar, eu liguei com número confidencial, pois havia configurado o celular assim esquecido:

−Alô, quem é?

−Oi, Élio, é a Garota de Várias Faces.

−Garota de Várias Faces?

−É sim...

−Ah, sim, é que você ligou com número confidencial, aí fica difícil de retornar...

Disse que tava sem aula e com tempo disponível para vê-lo. Uma hora daquela, ele nem sabia onde era a instituição Y, mas eu expliquei mais ou menos aonde era, e ele disse que ia tentar dar um desdobro na mulher, e depois me ligava pra confirmar.

Beleza, desliguei o telefone e esperei.

Enquanto esperava, sabe quem apareceu? Giovanna, aquela lésbica do post “Férias de Homem”. Até hoje ainda não fiquei com ela, às vezes a gente quer e falta tempo, às vezes tem tempo, mas eu estou ocupada com algum cara. E naquele momento era propício.

Ela apareceu, falou comigo e eu abracei e dei um cheiro nela lá mesmo na lanchonete, na frente de todo mundo. Ela ficou até meio sem graça, afinal, bissexual incubada também. Ficamos lá conversando bobeiras, conversa vai, conversa vem, rolava aquele clima, o momento estava propício, eu sabia disso e ela também, eu estava sem aula, sem fazer nada e ela também. Só que eu não podia fazer nada naquele momento, afinal, estava esperando Élio, agora se ele ligasse dizendo que não poderia ir, eu teria ficado com ela.

Na hora em que a conversa parou, o assunto acabou e o clima aumentou, Élio me liga, dizendo:

−Garota de Várias Faces, eu vou sim, viu, pode me esperar, que eu tô chegando.

Fiquei sem graça, pois teria que dar um perdido em Giovanna, fazer ela entender que eu não poderia ficar com ela naquele momento, mas também não demonstrar que eu iria ficar com outra pessoa. Eu fui comprar um halls e ela um suco de laranja. Fomos andando até aonde estava os amigos dela, e lá disse que teria que ir embora. Dei um abraço nela, e fui.

Sentei em um dos bancos da frente, para esperar Élio. Enquanto chupava meu Halls, eu ficava pensando na condiçãozinha mais ou menos em que eu me encontrava, cabelo e maquiagem estilo “esquisitos do fim do dia”, com sobrancelha pra fazer, um encontro inesperado me pegando desprevenida. Até que parou um gol preto lá, pensei em ser ele, e justamente nesse momento, o telefone tocou, não era ele. Ele estava ao lado e o carro dele era um gol prata que estava com o farol aceso. Carrinho bacana, gol novo, completo, ar condicionado e tal.

Fui até ele. Sabe aquela sensação de entrar no carro de uma pessoa que você não conhece e que você nunca viu, e que ainda você está ansiosa pra ver? Aquela sensação de insegurança.

Quando eu entrei, me impressionei. Lindo. Muito mais bonito pessoalmente, uma graça, eu ainda o acho mais bonito do que Heliéser, o dançarino da Calcinha Preta que eu também tava pegando e também admirava demais a beleza dele.

Eu não me controlei e falei:

−Poxa, que lindo, ainda mais bonito pessoalmente!

Ele disse que nas fotos eu tenho uma cara de menininha, que pessoalmente eu tinha cara de mulher, e que gosta assim.

Ele perguntou pra onde a gente ia, eu disse que por ali mesmo pois teria que pegar o ônibus às 22h, e já era umas 21h.

Quando a gente chegou no lugar, deu a louca nele, e ele queria beber água, não podia entrar pra beber na instituição, porque é casado, não queria ser visto, fui comprar água pra ele na lanchonete, pois também não queria sair do carro, casado, né.

Comprei a água, e levei. Ele bebeu e perguntou se eu também queria, eu disse: −Não, eu quero você!

E fomos indo para a rua deserta. Eu disse a ele que fosse o mais rápido possível, porque logo logo eu teria que ir pegar o meu ônibus, isso já era 21:15h.

Fomos para o banco de trás, e comecei a dar o meu show. A beijá-lo, chupar o pescoço e a orelha dele, gemendo alto e sussurrando em seu ouvido. Ele logo ficou louco.

E tudo aconteceu muito rápido, acho que 5 min depois ele já tava tirando a minha blusa, eu não controlei, e exaltei e disse: −Calma, meu amor.

Ele disse quase gemendo: −É que você fica me instigando, pô!

Verdade, eu que fiquei instigando, que fui logo insinuando o sexo, com beijos ardentes. E logo ele queria colocar o pinto pra fora, eu segurava a mão dele, evitava e tal, pois só tinha 5 minutos que a gente tava ficando. Mas eu sabia, e na verdade eu já pensava em fazer isso quando conversava com ele por MSN, sabia que naquela noite eu iria chupar.

Ele tirava a minha blusa, e a ânsia e o desejo em que ele ficava por chupar os meus peitos, me excitava. Parecia que tava vendo peito pela primeira vez na vida, e a excitação dele me excitava.

Fui logo inventando a mentira de que estava menstruada pra ele não tirar a minha calça, pois eu não estava pronta. Você tá cansado, diário, de saber que quando me pegam desprevenida e não estou depilada, eu digo que estou menstruada e não tiro a roupa, sendo assim, de mentira eu fico menstruada várias vezes no mês.

E aí veio o momento mais esperado da noite. Em que ele colocou pra fora. Se já achava ele lindo, o achei mais lindo ainda, pois o pinto é perfeito, do jeito que eu gosto, grande e grosso, a neca dos deuses.

Eu adoro chupar, e quando o pinto é grande e grosso então... Fui logo caindo de boca, primeiro dei um beijo no pinto, depois fui passando a língua de baixo pra cima, fiquei passando a língua na cabecinha e aí ele já começava a gemer e soltar frases, como: −Isso, Garota de Várias Faces, ai, que gostoso!

E aí fiquei sugando a cabeça, e o tanto do pênis que eu agüentava na minha boca, ficava tentando apertar o pênis na minha boca, e ele enlouquecia, dizendo que já tinha valido a pena ter vindo me ver, que tinha ganhado a noite com aquela chupada.

E eu me deliciava, com aquele pênis enorme, grosso, gostoso, exatamente do jeito que eu gosto de chupar. A maior parte dos homens que a gente (mulheres) chupa vem com aquele cheirinho de pênis apertado na cueca, com aquele sabor salgadinho e outros ainda vem fedendo, o dele não tinha cheiro de nada, e nem gosto de nada, exatamente do jeito que eu gosto, me perdi lá embaixo. Foi sim, uma dos melhores pênis que já chupei.

Só não foi tão bom, porque ele queria que eu enfiasse o negócio todo dentro da boca, e aí é tenso, né, o pênis dele é grande e eu quase toda hora me engasgava. E também não foi tão bom assim porque ele quis que eu fizesse uma coisa que eu não faço de jeito nenhum, que é engolir gala, e não faço isso, você sabe, diário, por questões de segurança.

Aliás, ele não queria que eu engolisse, queria gozar dentro da minha boca, e depois queria que eu cuspisse. Eu não acho legal cuspir depois que o negócio já tá na boca, é quase como mais ou menos dizer “eu tenho nojo de você”, não acho isso bacana, ele ainda chegou a abrir a porta do carro, para eu cuspir, mas eu não quis, engoli. Eu não acho legal gozar na boca, mas já que gozou, acho melhor engolir, cuspir é pra os fracos.

E ainda depois de ter engolido a gala dele com aquele gostinho ruim, ainda chupei o pênis dele sujo de porra, uma delícia, rs.

E aí, depois de gozar, ele colocou pra dentro o negócio mole dele, e começamos a nos agarrar com menos intensidade. Mas aí, ele quis fazer uma coisa curiosa.

Advinha, diário?

Queria tirar foto dos meus seios.

Primeira coisa que me veio na cabeça, esse doido quer tirar foto de mim e colocar na internet pra me lascar. Mas aí ele quis tirar foto só dos meus seios, sem mostrar o rosto, e até deixou que eu mesma tirasse.

Eu perguntei pra que ele queria essas fotos, ele disse que era pra ficar vendo de noite antes de dormir.

Achei mais estranho ainda.

Segunda coisa que me passou pela cabeça: −Esse homem é louco, qual a graça pra um homem casado, que tem uma mulher do lado na cama, ficar vendo fotos de peito de outra mulher no celular?

Terceira coisa que me passou pela cabeça e a mais provável: −É pra mostrar pra os amigos, pô, a gostosa que pegou na noite anterior.

Mas o escuro do carro e a falta de flash na câmera do celular não permitiu que a gente tirasse essa foto.

Ficamos de trocar fotos pelados depois pelo MSN.

Ainda ficamos nos beijando um pouco e conversando um pouco.

Ele disse:

−Você tem quantos anos mesmo?

−18

−Mentira, você não tem 18...

−E por que eu não teria?

−Sei lá, menina de 18, atitude de 25

E eu pensei, tenho atitude mesmo, fui logo beijando e chupando, acho até que o surpreendi.

E eu ficava admirando o corpo dele, olhos castanhos claros, boca grande e carnuda, corpo malhado, pele bronzeada, parece ter bem menos da idade que ele tem, 28.

Eu ficava passando o dedo do pé no mamilo dele, fazendo cara de safada selvagem...

Ele disse:

−Você tá azeda, né? É de onde mesmo?

−Da cidade X.

−Ah, eu sempre vou lembrar, quando me falarem dessa cidade, eu sempre vou lembrar que mulher desse lugar é fogo... Você é muito fogosa, um homem frouxo corre de você.

Me impressionei e fiquei meio que com uma cara de cu quando ele falou isso, nunca vou esquecer dessa frase “Você é muito fogosa, um homem frouxo corre de você”. Gostei dessa frase, vou passar me auto-definir sexualmente com ela, rs.

Beijinho pra cá, beijinho pra lá, chupadinha na orelha e no pescoço pra lá e pra cá, e logo ele me disse que tinha que ir embora, se não a esposa dele iria desconfiar, eu também tinha que ir embora pra pegar o meu ônibus.

Pedi pra ele mandar a minha sandália e a minha bolsa para o banco de trás, e de lá mesmo eu fui embora. Dei um beijo na boca dele, e fui.

Fui adiantando os passos pois a rua era escura e perigosa, e pensando que finalmente fiquei com o Élio, o casado gostoso do meu MSN, que finalmente eu tinha tirado o pé da lama, tinha um mês que eu não ficava com ninguém. Foi bom. Ele é muito bonito, e até aquele momento, havia sido agradável, mas a pegada não foi lá essas coisas, eu não saí de lá molinha e nem mais leve quando saio realmente de uma pegada boa. Faltou muita coisa que eu gosto, faltou me bater, puxar meu cabelo, chupar meu pescoço apertando meu corpo, acho que foi tudo muito rápido, por isso não foi melhor. Mas foi bom sim.

Como todos sabem, eu dou nota a todos os meus ficantes. Pra beleza dele eu dei 10, pra pegada dei 7, e pra o modo que ele me trata dei 7,5, a média foi 8,1. Média muito boa e eu o elegi o meu amante nº 1, ou seja, eu ainda contava de que ficaria com ele várias vezes, que ainda iria me divertir muito com ele, e que ainda iria sentir deliciosas e magníficas sensações, e que teria um amante e amigo sempre que eu precisasse.

Mas as coisas não aconteceram como eu esperava, me surpreendi com o que veio depois.

Apesar de toda safadeza, prazer e tesão, tem um porém nessa história, nem tudo é um mar de rosas, eu sou virgem, e já não sabia como contar isso pra ele.

Eu pensei que ele não fosse acreditar e que sairíamos outras vezes pra ele comprovar. Mas as coisas aconteceram bem diferente do que eu esperava.

Conversando no MSN, ele me perguntou se eu gostava de transar de 4.

Eu comecei a rir e disse que tinha uma coisa pra contar. Ele ficou curioso, acho que nem esperava isso, e eu disse:

−Eu sou virgem, amor, ainda não fiz penetração.

Achei que ele deve ter ficado surpreso, mas surpresa mesmo fui eu que fiquei, quando ele disse:

−Amor, então infelizmente a gente vai ter que parar por aqui...

Eu disse:

−O quê? Como assim?

−É, eu não gosto de tirar a virgindade...

Sim, e nessa questão toda quem era que estava pedindo pra ele tirar a minha virgindade?

A conversa continuou...

−Mas você gostou daquele dia no carro...

−Gostei sim, mas eu achava que você já era uma mulher completa, se eu soubesse que você era virgem eu não tinha nem ido.

O cara que até então era agradável, que me tratava bem, morreu aí, como me diz algo do tipo “se eu soubesse que você era virgem, eu não tinha nem ido”, “eu não gosto de tirar a virgindade”.

Primeiro, eu só informei que era virgem, em nenhum momento eu dei a entender de que queria perder a virgindade com ele, até porque, meu bem, eu não quero! Segundo, dizer que não iria se soubesse que eu era virgem, me fez sentir diminuída.

Primeiro, eu disse:

−Foda isso, viu, você gostou e mesmo assim não quer repetir, não gosta de tirar virgindade, só vai me querer depois que eu perder, mas beleza, vou fazer o que você se você pensa assim...

Depois ele disse:

−Não tenho prazer em tirar a virgindade, eu me enganei, eu não sabia que você fosse assim, se eu soubesse não iria, até porque eu sou casado, e não gosto de estar pegando menininhas, e sim mulheres, porque aí eu sei que não vão se iludir comigo...

Nesse momento acho que até saiu um sorrisinho sarcástico do lado da minha boca, que estava séria até então, kkk, coitado. Ri da ingenuidade dele ao pensar que eu posso me apaixonar por ele, e resolvi abri os olhos dele dizendo o seguinte:

−Beleza, então pelo jeito não vai rolar nunca mais, porque não é quando eu estiver fudendo que eu vou ligar pra você dizendo que já pode, e se você não quer menina capaz de se iludir com você... por que eu iria me iludir com você, Élio? Você não é o tipo de cara que eu procuro pra namorar, o que eu quero com você é prazer, é só isso. E ainda acho mais legal sair com um homem casado porque é uma aventura ainda maior. Se eu te trato com “meu amor, meu bem, e coisa e tal” é só uma forma de carinho, eu gosto de você como pessoa, e gostei de você naquele dia como amante, mas eu nem quero que nada se desenvolva, até porque você é casado e pai de família. Eu não sou nenhuma menininha não, eu sou vivida, se eu não perdi a minha virgindade até hoje é porque eu não encontrei a pessoa certa, mais merecedora pra isso, e eu vou tendo prazer do jeito que eu encontro, agora se você pensa que eu estou propensa a me apaixonar por você, tá muito longe disso, você é gato, faz meu tipo e tal, mas é só prazer, é só tesão.

Acho que ele deve ter ficado com a cara no chão quando eu falei isso. É mais um daqueles caras que só porque é bonito e tem carro, acha que toda mulher quer namorar com eles. Acha que se ele tirar minha virgindade, eu vou me apaixonar. Ah, coitado! O que ele não sabe é que eu sou mais exigente do que todas, e que homem como ele, pra mim só serve pra diversão.

Depois que eu falei, ele disse que tinha que sair do MSN, pois a esposa dele estava entrando no quarto, eu perguntei se a conversava continuava ou parava por ali mesmo, ele me respondeu:

−Continuaremos a conversar por muito tempo se depender de mim...

Nisso, eu entendi de que ele estava mesmo achando que eu estaria propensa a me apaixonar por ele, e depois que eu mostrei as minhas unhas que são pretas e seguras, rolaria mais vezes...

Mas hoje falei com ele duas vezes no facebook, e ele não respondeu.

Acho que é o fim desse caso proibido, da minha tão desejada aventura com um homem casado (sempre quis isso, a idéia de uma coisa proibida, me excita).

Acho que é o fim da safadeza, dessa aventura prazerosa, e olha só a minha cara de preocupada: =)

Ele é lindo, eu procuro defeito pra colocar na beleza daquele homem e não encontro, mas de homem gostoso o mundo tá cheio.

Eu não pensava que o fato de eu ser virgem iria causar um transtorno desse, já que a coisa ficou tão tensa assim, deixa eu ir cuidar dos outros que ainda estão na fila... Pode ter certeza, diário, outros gostosos virão!

segunda-feira, abril 09, 2012

Vida Complicada



Querido diário, estou em meio a muitos... eu não diria problemas, e sim complicações.

Muitas provas. Coisas que eu não estou dando conta. Irresponsabilidade minha, descuido meu.

Sozinha. Muito sozinha. Homens têm a qualquer lado, querendo meu delicioso corpinho e nada mais.

Conheci dois caras namoráveis. Sinto reciprocidade e interesse da parte dos dois, mas ao mesmo tempo sinto medo, muito medo, de acabar pisando em local errado e me machucar no final. Sinto medo de fazer tudo e depois não dar em nada, como foi com Miguel, como foi com Daniel. Desculpe-me, diário, eu não tô pronta pra nadar, nadar e morrer na praia, eu não preciso de um amor, de um ficante, de um affair, eu preciso de um namorado, eu quero um namorado, um alguém para apresentar a família e pra depois de alguns meses finalmente ter a minha primeira vez, eu quero um relacionamento que dure.

Não que eu esteja morrendo necessitando de um namorado, dessa fase eu já passei, mas a sociedade cobra, minhas amigas dizem que eu estou ficando pra titia. Daqui a 2 meses eu completo 19 anos, virgem. E também não posso viver a vida inteira com um e com outro, com ninguém que me leva a sério. Ontem foi Páscoa, alguém me deu ovo da páscoa? Não. Eu quero um alguém pra estar comigo sempre e principalmente nessas épocas do ano em que a gente se sente só, como páscoa, natal, dia dos namorados.

Preciso de um estágio. Preciso urgentemente pra ser sincera. Vi dois anúncios e me animei. Liguei pra um dos números, e me disseram que não é de empresa nenhuma, que eu liguei errado. Liguei para o outro número, me disseram que eles não estão contratando técnicos em química no momento, apenas os químicos de nível superior.

Tenho uma prova de fundamentos de química quarta-feira, eu ainda não sei de quase nada, e cadê a concentração pra estudar tanto assunto?

Complicado, ô, vida complicada.

Papai do Céu, me dá um emprego, um namorado e notas boas na faculdade, por favor.


sábado, abril 07, 2012

Mal Entendido Que Não Muda em Nada



Querido diário, há 1 ano atrás, eu conheci um cara muito interessante na faculdade, moreno, alto, forte, atraente, que também ficou louco por mim, me perseguia com cantadas, olhares devoradores, caras e bocas. Dormi no ponto. Acordei. Esse cara não olha mais na minha cara, passo por ele e ele faz de conta que eu não existo, fiz de tudo, o procurei, me declarei, mas não adianta, ele não me quer. É duro lidar com as mudanças, e entender que por mais duras que elas sejam, elas são normais, as coisas mudam, passam, principalmente pessoas, passam rápido demais.

Depois do último fora ( http://diariodagarotadevariasfaces.blogspot.com.br/2012/03/irresistivel-sendo-resistivel.html ) que levei de Daniel, eu sosseguei. Não por falta de vontade de correr atrás, mas por me convencer de que não tem jeito, nada que eu faça vai adiantar, afinal, eu já fiz tudo, até praticamente chamar ele para transar, e mesmo assim ele me ignorou, evitou. Enfim, sosseguei, parei de dar em cima dele.

Mas os meus amigos gays não sossegaram. Meus amigos não engolem o fato de ele ter me esnobado pelo fato de eu ser o tipo de mulher que todo homem quer, meus amigos não sossegam, acham que ele é gay.

Eu tava no MSN essa semana, quando um amigo meu veio me perguntar se poderia cutucar Daniel no facebook.

Vocês sabem, né, queridos leitores, vocês não tem nada de ingênuos e inocentes, se tivessem, não estariam lendo esse blog... vocês sabem muito bem que cutucada no facebook é um ato com segundas ou até terceiras intenções.

Eu disse:

−Pode cutucar, ele não é meu.

Quando o meu amigo abriu a página do facebook dele, uma surpresa:

Um amigo em comum GAY!

Eu e meu amigo Agnaldo já ficamos agitados achando que ele era gay mesmo pelo fato de ser amigo desse cara que é gay.

Meu amigo foi tirar a prova, ligou pra o amigo em comum e perguntou se Daniel era gay.

O amigo foi curto e grosso:

−Hã? Meu amigo, Daniel é mais do que hetero! Conheço ele porque estudamos juntos no ensino fundamental e desde esse tempo antigo somos amigos, já fomos para shows juntos e tudo, e atualmente ele namora a mesma menina que ele namorava há quase 3 anos atrás. Ah, e malho na mesma academia que ele, então sempre reencontro ele por lá.

Meu amigo veio todo afoito contar pra mim que Daniel não é nada do que a gente pensava e que o motivo do fora, é que ele NAMORA.

Irritada eu fiquei, magoada também, mas ao mesmo tempo fingia que não estava nem aí. Dizia que queria que ele explodisse, que ele e essa namorada dele morressem. Fiquei com inveja claro dessa união, porque se ele deixou de ter qualquer aventura ocasional comigo por causa dela, é porque ele deve amá-la. Em imaginar que enquanto eu ruía as unhas de raiva, ele poderia estar lá transando com ela. Dói demais pensar que tem alguém fazendo amor com a pessoa que a gente gosta.

E mais magoada ainda em pensar, que ele queria trair a namorada dele comigo, por alguma briguinha ou por algum desentendimento, ele veio me procurar pra dar um gostinho doce à vidinha medíocre dele. E que pior do que isso, ele desistiu no caminho, a consciência pesou e desistiu de trair a namorada comigo, me deixando assim morta de desejo.

Passou um filme na minha cabeça, e é claro em todas as cenas ele com ela, e eu aqui, irritada, carente.

Fiquei triste. Triste mesmo por ver que a minha vida amorosa é um campo minado, aonde eu piso sempre vai ter uma bomba. Em pensar que eu me culpava por ter trocado Daniel por Miguel, pensando em ter feito a escolha errada, se eu tivesse trocado Miguel por Daniel também seria a mesma merda, estaria errando também. Como eu posso ter forças para amar, se há 18 anos eu não sei o que é amor, ninguém nunca me amou.

Depois de passar um dia pensativa, pensando nisso, no objeto de uso que eu seria para Daniel, e que por fim, ele nem quis usar, descobri que isso não passou de um mal entendido.

O amigo em comum foi procurar saber se Daniel ainda namorava, e descobriu que o namoro acabou, confirmou que ele está solteiro, como eu sempre soube. Daniel sempre disse estar solteiro.

E o que isso muda? Em nada.

Ele estando solteiro ou com namorada não muda o cenário da história.

E mesmo ele estando solteiro, ele deve estar com algum envolvimento com ela. Pelo menos foi o que ele me falou, quando foi me explicar o porquê que não poderia ficar comigo, disse que não poderia ficar por causa de “umas coisas aê que envolvem a ex-namorada”.

Mas mesmo ele estando com essas “coisas aê”, ele está solteiro, coisa que não impossibilita em nada ficar comigo, é como meu amigo Agnaldo diz, ele não ficou porque não tem vontade.

Pois, fique a vontade, Daniel Figueiredo, fique a vontade pra fazer da sua vida o que quiser, ficar com a sua ex, com outra menina ou até se matar. Sei que é duro, sei que vou sofrer, mas não há nada que o tempo não apague, eu não ficar me importando tanto, cagando tanto, pra quem não tá nem aí pra mim, vou partir pra outra. Com mais experiência, com mais dignidade, vou procurar uma pessoa que mereça tudo que eu tenho pra dar.