
Querido diário, hoje eu me senti a vontade, quer dizer, essa não é a expressão certa. Vamos dizer eu precisei desabafar sobre isso aqui no blog. Eu preciso hoje falar sobre isso no blog. É um problema que eu tenho, talvez algumas pessoas já perceberam em alguns posts e me mandaram procurar um tratamento. Enfim, eu tenho problemas.
Meu problema não tem nome até porque eu ainda não fui ao psicólogo, eu ainda não fui diagnosticada. Às vezes eu penso que meu problema é depressão, porque eu perdi o interesse pra as coisas que me interessam, e não consigo retomar as minhas forças e recomeçar, até digo que vou fazer isso, mas fica simplesmente em palavras. Às vezes penso que é um complexo de inferioridade, mas acho que não, minha auto-estima está sempre elevada, eu to mais pra morrer de vaidade do que de complexo de inferioridade. Às vezes penso que é um transtorno bipolar, isso eu acredito muito que pode ser, porque eu sou do tipo de pessoa ou 8 ou 80, ou eu to muito bem humorada, rindo demais, falando e fazendo altas palhaçadas, ou então estou muito mau humorada, com a cara feia e xingando todos que aparecem na minha frente. Talvez seja um tal transtorno bipolar.
Outro problema ou talvez faça parte de um problema só, é a minha necessidade de atenção. Alguém já parou pra pensar o por que eu tenho esse blog? É só mais uma forma de chamar atenção, compartilhando a minha vida com outras pessoas, eu consigo prendê-las por alguns minutos numa cadeira em frente ao computador lendo coisas sobre mim, fazendo alguma coisa pra mim, talvez quando elas saírem da cadeira em frente ao computador elas vivenciem alguma coisa e lembre do que eu escrevi, a única coisa que eu quero é ser lembrada. Ah, mas eu quero boas lembranças. Eu preciso que uma pessoa me ame e tenha boas lembranças de mim. Eu tenho necessidade de atenção e sei que isso é um problema grave.
Eu já tive crises e sérios problemas devido a “isso”, que como eu já falei, ainda não tem nome. Nessas crises eu choro, grito, faço escândalo que a vizinhança inteira escuta. E detalhe, só quem presencia esses escândalos são meus pais, e sempre é numa madrugada como essa, de repente, eu fico sem sono, penso nos problemas da vida, não me conformo com a realidade que é dura, penso que é melhor morrer do que ter uma vida dessa, penso que a felicidade é uma coisa impossível em meio a tudo isso, e aí, eu entro em crise.
E nessas crises eu já perdi muita coisa da minha vida. Semestre passado eu perdi 4 matérias, 3 no curso superior e 1 no curso técnico. Eu tava muito mal, tendo crise quase todos os dias, e aí me recomendaram que eu tirasse férias pra relaxar e recomeçar do 0. E aí minhas aulas ainda não tinham acabado, foi em tempo de provas, eu não tava com cabeça nenhuma pra estudar pra essas provas, e acabei abandonando essas matérias, que são inclusive, importantíssimas para a minha continuidade no curso.
Eu ainda não procurei o psicólogo, pra ser sincera, não to afim de gastar dinheiro e comecei meu próprio tratamento. Nesse tratamento o primeiro passo é reconhecer que você tem problemas. Quando eu passei a reconhecer que eu tinha problemas, eu passei a evitar certas coisas que iriam ocasionar esses problemas, eu passei a entender mais a mim mesma. É importante reconhecer que você é doente mental, que você tem que ter cuidado com essa coisa frágil chamada mente.
Nesse tratamento eu me agarrei a uma tática que é muito boa e aprendi com um leitor do blog: Não se preocupar com nada. O mundo tá caindo? Que caia, não to nem aí! Quando as preocupações começam a martelar na minha cabeça eu vou sento num bar e peço uma cerveja, ou então eu compro um sorvete e vou assistir chaves. Tô tentando não dar trela pra as preocupações, afinal, se preocupar não adianta nada ou não adianta muita coisa.
Nesse tratamento, uma das metas é ter mais tolerância... não se culpar pelas conseqüências dessa doença, suportar com calma as chatices e aborrecimentos do dia a dia. É, diário, eu to tentando.
Mas tem dias que mesmo sabendo que eu não posso dar muita ênfase as coisas ruins que acontecem, mesmo sabendo que eu tenho que jogar pra o alto e não me preocupar com nada, mesmo sabendo que eu tenho que tolerar e entender que nem todos os dias são de rosas. Mesmo sabendo que eu tenho que controlar esses pensamentos pra não entrar em crise, certas coisas não me sai da cabeça, é difícil aceitar a dura realidade das coisas.
Hoje eu gostaria muito de estudar. Sentar e estudar como se não houvesse amanhã. Aprender muito e sentir prazer em cada aprendizado. E eu não consigo me concentrar. Eu não consigo e isso é triste. O que eu penso quando vou estudar? Nesse vazio que há dentro de mim ocasionado por tantas coisas. É triste e eu escrevo chorando esse post.
Hoje me deu uma vontade tremenda de perguntar a Herivelton como ele está, sabe, dá um simples, oi tudo bem, e as novidades. E eu não posso, cara! Isso é osso! Porque eu sei que se eu adicioná-lo novamente no MSN, eu não vou querer excluí-lo mais e aí vai rolar altos flashs backs e eu vou voltar a chorar por um amor do passado, aliás do passado? Do passado do tempo dos dinossauros, de um passado que já é antigo em minha vida. Não é justo sofrer por um amor durante tantos anos. Não é justo o meu barco não andar, ele já teve 2 namoros sérios depois de mim e o meu barco permanece no mesmo lugar.
A minha grande dificuldade pra ocupar esse vazio que Herivelton deixou, me apaixonar outra vez, ter um novo grande amor, é conciliar 2 coisas num homem: tesão e carinho. Poxa, tem caras que eu tenho um tesão tremendo,mas eu não me vejo como namorada, como companheira da tal pessoa, não sinto nenhum afeto. Outros, eu tenho um apreço e uma admiração imensa, mas eu não me vejo na cama, no sexo, com a tal pessoa. Teoricamente falando, Herivelton foi o único em que eu consegui unir tesão e carinho. Eu fui louca sexualmente falando por ele, e também fui louca pra cuidar dele, pra me sacrificar por ele, pra sentir a minha vida com a vida dele.
Até que apareceu o tal Miguel. Por esse sim eu senti tesão e carinho. Só de pensar a minha língua percorrendo o corpo dele eu enlouqueço, e eu tenho um afeto enorme por ele, uma vontade de abraçar e levar pra casa, cuidar como se fosse um filho, uma mulher apaixonada sabe muito bem do que eu to falando. Mas aí o cara foi pura decepção. Eu sei que eu me precipitei e errei em ter ido pra cama tão rápido com ele, mas depois da tarde maravilhosa que a gente teve, eu acabei sendo humilhada demais por ele, coisas que sinceramente, são difíceis de entender...
Poxa, como é que eu ligo pra o cara digo que to com frio, sozinha, ele me manda ir procurar outra rola, desculpa o termo chulo, mas foi assim mesmo que ele falou. Como é que eu chamo ele pra fazer sexo virtual, ele diz que não pode porque tem que sair, eu imploro pra ele ficar e ele ainda tira onda e me diz “enfia o dedo que é melhor”.
Aí é difícil pra eu entender que os abraços meigos que eu recebi dele no início, que aquele jeito inocente, muito pouco malicioso é o mesmo cara grosseiro, nojento e imaturo de agora. Cara, eu tenho dificuldade de aceitar a realidade. Aí eu fico me perguntando, se o problema tá em mim, se eu posso mudar o jeito dele, se eu devo desencanar geral, aliás, eu sei que eu devo desencanar mas vai dizer isso pra o coração e pra a minha mente que pensa em sexo 24h por dia com ele! É difícil.
Eu só tenho 3 amigos, amigos de verdade que eu falo, diário: Nicinha, Agnaldo e Maurício. Mas eu tenho uma paixão, um apego especial por Agnaldo e por Maurício. Porque eles sabem do meu blog, eles sabem tudo da minha vida, portanto, eles são as únicas pessoas que eu posso desabafar sobre tudo, que me conhecem profundamente e que tem a possibilidade de me entender. Os dois estão namorando no momento e eu não aceito isso. Eu não aceito ver a cabeça de Maurício ocupada com os problemas do namoro dele e não ter a mesma disponibilidade de antes de escutar os meus problemas. Eu não aceito Agnaldo não me ligar mais toda hora como antes, porque agora ele tem que ligar pra o namoro dele. Isso é quase pra mim uma rejeição, eu não me conformo por o passado não mais existir e pelo presente não ser satisfatório, eu quero as coisas do meu jeito, e elas infelizmente não são, e eu não consigo parar de sofrer por isso.
Poxa, Agnaldo é um cara que sabe tudo da minha vida e eu sabia tudo da dele, ele me contava tudo. E agora não me conta mais nada. Ontem mesmo ele terminou com o namoro dele, além de não me contar nada, ele mandou uma mensagem para o meu celular por engano dizendo “Não conte nada a Garota de Várias Faces”. E aí é difícil pra mim entender como um cara que até alguns meses atrás era meu melhor amigo, me contava tudo e hoje em dia esconde as coisas de mim. E aí eu começo a pensar o porquê disso. Talvez ele tá escondendo as coisas por medo de eu escrever no blog e expor a vida dele; talvez ele tenha perdido a confiança em mim, sendo que eu nunca dei motivo pra isso; ou talvez seja uma forma de se vingar porque eu nunca tive coragem de dizer pra ele que esse amor todo que eu tenho por Herivelton é um amor virtual, eu não tenho coragem de assumir essa loucura pra ninguém, até porque pra mim não é um simples amor virtual, é um amor muito mais do que real.
É difícil entender as coisas que martelam a minha cabeça, essa realidade insatisfatória.
O meu blog, ah, só Deus sabe o quanto apreço eu tenho por esse blog. Ele preenche um pouco esse vazio que eu falo que eu sinto a cada comentário, a cada seguidor, a cada visita diária que um leitor resolve fazer. Isso me alimenta. Poxa, eu já tive dias de glória de ganhar mais de 10 seguidores num dia. E esses últimos dias, cara, tá totalmente estacionado, eu to louca pra chegar aos 500 seguidores eu pretendo fazer uma “maratona” especial pra comemorar e aí chega seguidor de migalha em migalha. E aí é nesses dias que eu vou visitar o blog da mulher dos cem homens, do manual do cafajeste,fico pasma com a quantidade de comentários, morro de inveja, não vou mentir, eu que fico nos 10, 11 comentários, aquele pessoal chega a mais de cem. Aí eu me pergunto o que é que o blog deles têm que eu não tenho, modéstia parte, acho que eu escrevo melhor que a mulher dos cem homens, meus textos são artísticos e os dela são simples relatos... acho também que eu não sou tão machista e intolerante quanto aquele cara do manual do cafajeste, e mesmo assim as pessoas preferem o blog dele. Ah, ok, eles dão dicas de sexo no blog deles, eu também resolvi fazer um post de dicas de sexo pra ver se conseguia mais seguidores, e aí esse post foi uma merda, não passou dos 10 comentários. Cara, é frustrante entender isso.
Mas eu tenho que me manter a calma, me desligar de tudo isso e me voltar para o meu tratamento. Ver a felicidade nas coisas simples, na vida dos meus pais, no meu corpo em plena saúde e o fato de estar numa universidade. São coisas simples, mas que tem um valor enorme pra mim! E agir, agir, deve-se agir quando pensar está ruim.






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