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quarta-feira, abril 27, 2011

Viver no Anonimato



Querido diário,tudo na vida tem seu preço, e é com sacrifício que vamos pagar toda a posição que tomamos em tudo que agimos.



Inúmeras pessoas já passaram aqui pelo meu blog e criticaram, disseram que é fácil, extremamente fácil falar de assuntos polêmicos mantendo o anonimato. É, é fácil falar no anonimato, o difícil é manter esse anonimato.


Às vezes dá um peso tremendo na consciência por ver toda a minha vida aberta pra quem quiser ler, todos os meus pensamentos, meus sentimentos, minha vida sexual íntima... Não, na verdade não é um peso, é um medo... E se as pessoas descobrissem? E se os meus pais soubessem que eu sou a quase erótica Garota de Várias Faces?


Querido diário, eu não nasci pra viver escondida debaixo da cama, eu quero mais é pintar a minha cara de todas as cores, de todas as faces e sair, e viver, e mudar, e transformar a concepção de mundo.


Você não sabe, diário, o quanto é difícil ter amigos que você ama, que você confia, e não poder revelar este segredo, afinal, é um segredo... se eu for sair falando aí para todas as pessoas “confiáveis” que eu encontrar no decorrer da vida, meu blog não será mais segredo.


Viver no anonimato é quase um conforto, é uma tensão. A tensão de esperar o dia em que o segredo será revelado, porque não há mentira que dure para sempre.








quinta-feira, abril 21, 2011

Quase Real



Querido diário, se é certo ou errado ou neutro, eu não sei, sei apenas que dos desejos da carne ninguém escapa. Há quem critique uma pessoa que goste muito de sexo, se for mulher então, leva nome de “piranha”, de “biscate”, mas falando sério, quem não gosta de sexo? E ainda bem que todos gostam, porque se não gostassem ninguém tinha nascido. E não há como não gostar, dos prazeres da carne ninguém escapa.



Hoje acordei tarde, porém, disposta, meus planos seriam estudar, lavar o meu banheiro, arrumar a minha bagunça e fazer umas coisas da empresa que o meu pai tinha pedido. Fui logo para o computador resolver estes problemas, liguei o MSN e veio uma criatura estranha falar comigo. E ainda mais falar em inglês... logo eu... que mal sei português.


Eu que sou mesmo impaciente para aquilo que tira a minha paciência, logo reagi com grosseria.


O cara estranho: Are you busy??


Garota de Várias Faces: Vá tomar no cú!


O cara estranho: hi sweetie


Garota de Várias Faces: Vá dar o cú meia hora no sol quente.


O cara estranho: i hope you want to chat with a horny girl today


Custei para saber que o cara tava afim era de sexo. O Google tradutor dos burros me esclareceu tudo.


Não vi fotos e achei o papo do cara super estranho,mas me fez pensar e desejar sexo.


Garota de Várias Faces: horny that his mother's chore


O cara estranho: holy shit im wet right now, i got some toys...plz watch me play? I like when guys tell me what to do..


Garota de Várias Faces: want to eat my vagina?


O cara estranho: i am a little busy right now, just got a new laptop trying to set my cam up..


Enquanto eu papeava friamente com esse babaca, que com certeza é brasileiro e se finge de estrangeiro, um coroa gostosão me esperava no banheiro...


Tirei a roupa, fiquei logo toda nua, e comecei a cantar e dançar a versão proibidão da música “estaladinha”, que diz:


“Você quer me comer, e eu quero te dar, mas antes de trepar, eu quero a preliminar, olha o barulhinho... estala, estala, estaladinha, estala, estala, estaladinha, barulho que sai da boca, chupa a minha bucetinha”


E ele me olhava com tesão já com o instrumento armado. Eu acabei de cantar a música e fui para a atividade.


Dei tapas na cara dele com meus seios, e ele os chupava com tesão, e eu sentia um calor que vinha de dentro, e um desejo de fazer tudo sem regulamentos...


Me agachei e fiquei com as pernas abertas, ele olhava pra minha buceta, como se fosse a primeira ou a última vez que estava olhando para uma... chupava, mas chupava com uma certa delicadeza e tamanha intensidade que me fez fugir do meu profissionalismo, parei de fazer cara de putinha, pra fazer cara de quem não agüentava mais tanto tesão.


Ele levantou e colocou o instrumento pra fora, completamente excitado, e caí de boca, chupei, chupei, mas a minha vagina tava com inveja da minha boca, queria que ele tivesse dois pênis para que uma não brigasse com a outra. Mas como não gosto de discórdia, parei ali.


Vesti a roupa e saí. Minha buceta chegava a arder, foi uma coisa quase real.



segunda-feira, abril 18, 2011

Ao meu lado



Querido diário, mais um dia, mais um dia passa, e essa tristeza não passa, uma profunda tristeza dentro de mim, como se eu tivesse perdido o meu coração, e de fato eu perdi uma das pessoas que fez este bater com alegria. Mais um dia de vazio dentro dessa casa que eu habito e dentro também da casa que habita em mim.



Não, pai, eu não soube viver sem a tua presença. Eu nem senti saudades, acredite, mas eu não acreditei que você tinha partido para um mundo desconhecido. Faltava uma parte do meu corpo e a essência da minha vida. Tristeza é a única palavra que poderia transmitir o que eu sentia naquele momento, a minha única felicidade era a certeza que eu tinha de você ter partido consciente de que eu te amava de verdade, que apesar do meu jeito grosso de ser, você era o sentimento mais fino que habitava o meu coração.


Eu chorei de tal forma que não deixei sua alma descansar em paz. As minhas lágrimas dissolveram a sua calma de forma que mesmo morto te fez capaz de mais uma vez, pai, agir para evitar o meu sofrer.


Minha mãe adormeceu e teve um sonho, ao menos, estranho. Neste começaram a desenterrar o seu corpo, até que apareceram as suas unhas. Uma voz perguntou a ela: “Você conhece essas unhas?”. Ela disse: “Conheço”.


Neste momento, meu pai levantou do sepulcro, e explicou toda a situação, de que eu não deveria chorar tanto, que ele não poderia seguir em repouso sabendo do meu sofrimento, que já estava mais do que na hora de eu parar de chorar.


Minha mãe veio me contar o sonho, e eu pensei que seria impossível parar de sofrer pela tua ausência, mas me esforçaria para não chorar mais, eu disse que eu não iria chorar mais.


Neste momento eu acordei, e percebi que era apenas sonho. Poderia chamar de pesadelo, mas digo que foi sonho, porque às vezes a gente precisa sentir a dor da ausência para aprender a dar valor à presença. Agradeci a Deus porque meu pai estava ao meu lado, vivo e com saúde. Isso sim é felicidade.

domingo, abril 17, 2011

Quer Furar o Bloqueio



Querido diário, talvez um dos defeitos mais impróprios do ser humano é não saber esperar aquilo que tanto almeja, é o se precipitar. A gente quer viver o hoje como se não houvesse amanhã. Como já dizia minha professora de Introdução a Engenharia de Materiais, “há 50% de possibilidade que o amanhã exista e 50% de que ele não exista, portanto, devemos estar pronto, e ter metas para longo e curto prazo... assim vivemos o que não viveríamos amanhã, e viveremos aquilo que o futuro permitir...”.



Logo quando fui aprovada no vestibular, entrei numa comunidade do Orkut de calouros, e encontrei Fábio. Na verdade, eu tava na caça, solteira e a perigo, procurando os gatos da universidade para adicionar nos meus contatos e começar a flertar.


Fábio faz um pouco o meu tipo físico de homem, apesar de ter ainda um ar de menino e eu gostar de homens mais velhos. É branquinho, baixinho, malhadinho, tem 18 anos, é fofo, fofo para deitar encima e dominar.


Foi aprovado em educação física, e eu tive uma surpresa ao saber que ele estudou durante muito tempo na mesma escola que eu e eu nunca ter visto ele, pelo fato de que eu estudava pela manhã e ele pela tarde, mas temos muitos amigos em comum.


No início rolou um clima da parte de ambos, ele me achava atraente e eu achava ele lindo, um corpinho que me deixava com água na boca, e quando eu achava que já ia almoçar carne fresca, o botijão acabou, o fogo apagou, a coisa esfriou e eu fiquei com fome. Ele começou a me tratar como uma “brother”, uma amiga, sem malícia, e eu comecei a ver nele um amigo confiável, ele sabe de muitos segredos meus que só amigos de verdade sabem.


Enfim, eu pensava que a gente ia ficar nessa pra sempre, até que ontem a coisa mudou. Eu coloquei umas fotos novas no Orkut, e ele veio me perguntar no MSN se eu tinha colocado silicone nos seios. Eu rir demais com a pergunta dele, e ficamos falando brincando sobre isso, ele dizendo que tava grande demais, que dava vontade de apertar e não sei o que... mas sabe como é, diário, toda brincadeira tem um fundo de verdade.


Até que teve uma hora que ele disse que eu sou gostosa, eu continuei levando na brincadeira e disse, “gostosa o quê? Você nunca provou pra saber...”. E ele disse, “eu posso provar?”. E aí eu comecei a levar a coisa a sério, e disse, “você quer isso?”, ele disse, “e se eu quisesse poderia provar?”, eu disse, “pô, cara, fico até com vergonha porque você é meu amigo, mas pode sim”.


Ele perguntou se poderia provar em todos os sentidos. Eu disse, “pode”, ele disse “e você sabe o que é todos os sentidos?”, eu disse, “acho que sim”, e ele “o que você acha que é então?”, eu disse, “tato, olfato, paladar”. Ele disse não é isso não.


E depois começou a dizer “você ainda virgem né?”, eu disse “sim”, e disse “é que um dia desses você falou que fez oral num cara ... e ...”. E falou mais um monte de coisas que escancarou as intenções dele. É, ele quer cinema.


Foi surpreendido quando eu disse que estou mesmo afim de dar, ele ficou espantado e perguntou, “isso quer dizer que eu poderia tirar?”. Eu falei de toda importância que a minha virgindade tem para mim e disse que eu só poderia perder se fosse uma pessoa igualmente importante.


Ele começou a falar de confiança e tal, dizendo que confia em mim, que iria me tratar bem, fazer tudo com carinho. Eu disse que não é questão de confiança, e sim de compartilhar o momento, que eu jamais faria isso com um ficante, e que não precisa de carinho, que eu gosto de amassos mais selvagens.


Deixei claro que com ele eu não faria sexo, e ele ficou com um pé atrás disse que o tempo dele de beijinho e abraço já passou, mas disse que quer sim ficar comigo.


E marcamos para sexta-feira na casa dele. Os pais dele vão viajar e ficaremos sozinhos.


Ele está crente de que eu vou fazer sexo oral nele, e confiante de que vai conseguir furar meu bloqueio. Eu também não sei se vou conseguir resistir entre 4 paredes, acho que vai rolar muita safadeza, mas pensei 2 vezes em ficar com um amigo, não queria perder a amizade, transformar um amigo em um macho meu, mas não tenho nada a perder, então vamos ver no que vai dar.







segunda-feira, abril 11, 2011

Solidão e Vazio



Querido diário, eu queria saber se o se dar bem na vida é uma questão de sorte, conquista ou destino. Pois não são as qualidades que atraem as vantagens, pois estas são atraídas por coisas minuciosas, que no meu mundo ainda são desconhecidas.



Eu posso dizer que minha vida sempre foi assim, diário, mas nos últimos dias eu tenho passado por maus momentos. Meu amigo Maurício notou que eu ando vazia, e esse é realmente o nome, eu me sinto vazia. Eu me vejo uma mulher cheia de qualidades que merece ouro, e só toca em cascalho. Eu nunca fui feliz no amor, e parece que nunca vou ser, sei lá, eu só quebro a cara, só dou bola fora, sempre sou humilhada, por quem eu amei eu nunca fui amada.


Eu acho que eu não mereço isso, diário, mereço coisa melhor. Pena que ninguém enxerga o que eu vejo.


Hoje eu estava na aula monótona, chata e estressante de introdução a ciências da computação, e de repente me veio esse vazio, uma lacuna dentro de mim. Por ver que o menino que eu enchi a cara para conseguir pegar não olha nem nos meus olhos, que uma porção de meninas mais feias e mais burras do que eu naquela sala tem muito mais valor, por ver que quase todo mundo tem um namorado, e eu nunca tive nenhum.


Mas a culpa é minha, diário, por ter sempre me reservado, me isolado, e ter começado a remar tarde o barco da vida amorosa. A culpa é minha por me fascinar pelo inacessível, me apaixonar pelo impossível, e querer sempre o difícil. A culpa é minha, por não abrir os olhos e enxergar o que há de bom ao meu redor, por ter dado tudo a quem nunca me deu nada, e por não ter dado valor àqueles que me valorizaram.


Eu sempre achei que amar fosse um pecado, e é por isso que hoje eu sou crucificada. Quando eu era pequena eu me apaixonava pelos artistas de novela, sempre quis tocar o intocável, e é por isso que hoje ninguém me toca. Por que eu não dei a oportunidade de pessoas legais que não me atraíam entrar na minha vida? Eu sempre quis, sempre sorri com aquilo que arrancava lágrimas dos meus olhos. E hoje eu sei que a culpa é minha por essa solidão e esse vazio.



quarta-feira, abril 06, 2011

Fama Onde Não Cabe



Querido diário, é repugnante passar num lago e ver o seu próprio reflexo, e ver que aquele fraco bagre é você mesmo, é desagradável demais ver que o seu passado não passou por você.



Lembra dos belos olhos castanhos cheios de luz que me transmitiam paz e me provocavam desejo? (http://diariodagarotadevariasfaces.blogspot.com/2011/03/mulher-objeto.html). É, hoje é repulsivo olhar para aqueles olhos cheios de maldade, que agora me transmitem cinismo e me provoca nojo.


É certo que quando a gente bebe, a gente ver príncipe encantado em sherk, mas não foi só quando bebi. Antes de ficar com Julio, eu achava o menino mais bonito da sala, sei lá, era uma atração enorme, como se fosse um ímã, mas depois que fiquei com ele, eu vi que ele ta mais pra ogro do que pra Ken, vi que ele é muito baixinho, gordo pacas e branco demais. É, pena que eu não vi isso antes.


Eu estou numa turma em que a maior quantidade são do sexo masculino, mas não são homens, são moleques. Brincam como criança, riem de tudo e de nada, gostam de alvoroço. Eu nunca pensei que em pleno nível superior eu poderia estudar com uma turma dessa. Lembro-me bem, quando uma vez um professor de matemática falou que na faculdade a gente nunca mais ia ver brigas, brincadeiras sem graça e nem provocações. O professor estava errado, é o que eu mais vejo em minha turma.


Eu pensei que nós, universitários, quase todos maiores de idade, agiríamos naturalmente e com normalidade. Eu pensava que o que a gente fazia numa festa, lá na festa mesmo ficava. Mas eu pensei errado.


O combinado entre eu e Julio foi que o que aconteceu ficaria somente entre nós, primeiro porque ninguém precisa saber das nossas vidas, e segundo, porque ele tem namorada. Eu disse pra ele que iria contar só para os meus amigos. Só que os meus amigos são apenas duas pessoas, e os amigos de Julio são uns 10.


No dia seguinte ele veio falar comigo no MSN, e eu perguntei se ele tinha falado o que aconteceu para alguém, ele me disse que não falou nada, mas que os meninos que estavam na festa tiraram suas próprias conclusões porque viu que nós dois sumimos durante a festa.


Porém, esses meninos são umas crianças entre 18 e 20 anos, que descobre o velho achando que é novo e que prefere viver a vida dos outros. Desde segunda-feira esses meninos não param de tirar onda com piadinhas do tipo... quando Julio chegou atrasado na aula de química, sentou numa cadeira próxima a mim e a arrastou, o professor de química odeia quem chega atrasado e arrasta as cadeiras, e disse, “eu sei que você queria sentar aí nesse aperto, perto dos seus amigos, mas por favor, não arraste mais as cadeiras.”, e os meninos disseram “não, professor, não é para sentar perto dos amigos não, é pra sentar perto da namorada”; piadinhas do tipo, quando eu levanto para ir beber água ou ir ao banheiro, eles assobiam, e depois dizem “foi mal, Julio”; mas pegar pesado foi quando um dos amigos de Julio, chamado Cleiton, desenhou um coração enorme no quadro, e escreveu dentro “Julio e Garota de Várias Faces”, puxou uma seta e escreveu “eles se amam”, puxou outra seta e escreveu “se conheceram na calourada e começou a linda história de amor”, e aí quem ainda não sabia que a gente tinha ficado, ficou sabendo, enfim, agora toda a sala sabe.


Até então eu não fiquei tão chateada, é claro, que era enchimento de saco escutar tantas piadinhas infantis, mas pelo menos, eu achava que estava marcando propriedade, que pelo menos nenhuma menina da sala iria querer ficar com Julio, já que ele tinha ficado comigo.


Ontem a noite comentei algo com meu amigo Erivaldo no MSN sobre Julio, e ele me disse, “Olhe, Garota de Várias Faces, esqueça esse menino, senão eu te mato”. Eu fiquei pouco surpresa e perguntei a ele o porquê. Ele disse, “Poxa, Garota de Várias Faces, a pior besteira que você fez na sua vida foi ter ficado com esse menino, o cara parece um dragão, um ogro e ainda sai falando mal de você”.


Eu não tive tanta surpresa quando Erivaldo me contou, até porque o nosso amasso foi realmente quente, eu já imaginava ele sair por aí dizendo que eu era uma safada, mas não foi de safada que ele me chamou, e sim de coisas muito mais humilhantes.


Erivaldo disse, que a ficante dele disse, que o amigo dela disse a ela, que Julio estava falando muito mal de mim para os meninos... que eu tinha me atirado pra cima dele, que eu tinha dito pra ele que tava na seca, e só por isso ele ficou comigo, mas não sentiu atração nenhuma, que ficou comigo por pena.


Não, diário, não doeu por ele ter falado isso, de homem cachorro eu só espero cachorrada. Mas o que doeu mesmo foi ver e analisar que tudo isso é verdade, fui eu quem enchi a cara e fui agarrar ele, sem ele ter demonstrado interesse nenhum por mim; eu não disse que estava na seca, mas eu realmente eu tava carente, eu sou uma mulher carente, fogosa como uma fêmea no cio, mas ele ter dito que só ficou comigo por pena, que não sentiu atração nenhuma, é humilhante demais, como não sentiu atração, ele ficou louco, e excitado o tempo inteiro, só faltou transar comigo. Que é isso? Cuspir no prato que comeu e lambuzou.


Eu perdi a minha paz na faculdade desde o dia em que fiquei com Julio, não agüento mais piadinhas sem graça, olhares atravessados, todo mundo sabendo e querendo saber da minha vida, as meninas achando que eu sou uma puta porque fiquei com um menino que tem namorada, e os meninos achando que eu sou uma carente, que vive na seca.


O que fazer quando a fama entra onde não cabe, quando as pessoas entram na sua intimidade sem convite e fazem um mau julgamento sem conhecer nada sobre sua personalidade? É, eu não sei.











segunda-feira, abril 04, 2011

Não dá para esconder



Querido diário, por mais que a gente tente, ninguém consegue esconder o que é, uns escondem por pouco tempo, outros escondem por muito tempo. E temos o direito de os outros não saberem o que somos, mas é fato, é uma pena, é uma merda... não dá para esconder quem somos.



Hoje pela manhã fui ao salão de beleza tentar dar escova no meu cabelo, quando cheguei uma criança tava cortando o cabelo. A cabeleireira passava a máquina na cabeça do menino, e ele se contorcia por incômodo, ou por um puro mimo de criança. Depois foi a vez do irmão do menino ir cortar o cabelo.


Diário, tenho quase certeza absoluta que o menino é gay. Não, não precisa ter voz fina, e nem um jeito afeminado, mas os olhos, os gestos entregam um homossexual. O menino tinha uns olhos esbugalhados, de quem sofre, de quem sofre para discretar aquilo que é indiscreto, de quem tem medo da rejeição, de quem tem o cuidado de viver dentro do armário.


Mas é fato, diário, que o fim do mundo para um gay discreto é quando encontra outro.







quinta-feira, março 31, 2011

Mulher Objeto






Querido diário, você lembra dos belos olhos castanhos cheios de luz que me transmitiam paz e me provocavam desejo? Aqueles lindos olhos que ficavam bem pertinho de uma boquinha rosinha, carnudinha? Hoje eu conheci essa boca, e não foi uma experiência nada legal.



Hoje mesmo fiquei sabendo que ia ter festa de calourada na universidade. Ruim de mim, simplesmente não dava, ficar lá sem amigos? Como eu iria dançar, como iria beber, como iria ficar a vontade? Joana faltou, Erivaldo não queria ficar, e Paula tinha aula.


Julio, o menino dos olhinhos de anjo e da boca de deus grego, me disse que isso não era motivo para eu desistir, afinal, ele iria ficar lá, e os amigos dele também. Detalhe, todos homens! Eu fiquei meio sem graça e me senti meio uma pedra no sapato, ou quase uma sapatona, estando no meio de um monte de macho. Mas o que eu não faria para ser enxergada por aqueles belos olhos castanhos?


Meu amigo Erivaldo disse que até seria melhor assim, eu sozinha, sem amigos, para que eu pudesse ficar a vontade com Julio. Mas, eu não queria me chegar nele hoje, afinal, eu não o conheço, nem sei se ele tem namorada. E algo bem dentro, bem do fundo, me diz que ele tem, aquele jeito mais reservado, o celular sempre no ouvido...


Primeiro fomos numa pastelaria, lá comemos, e um dos amigos dele até soltou uma piada meio pesada. E outro amigo, reprimiu dizendo, “Que é isso, rapaz, olha a menina aí”. Eu não queria me sentir uma menininha no meio de lobos, e também dei risada da piada, me comportei como eles.


Depois entramos na universidade, e os amigos de Julio foram ao banheiro, uns urinar, outros escovar os dentes, outros pentear o cabelo, enfim, arrumar a cara pra ir à festa. E enquanto isso eu comecei a bater papo com Julio na tentativa de saber se ele tinha namorada. E disse, “É, te adicionei no Orkut um tempo desses”, ele disse, “como se eu não tenho Orkut?”, eu disse, “Ah, era um lá que tinha um monte de comunidades evangélicas”, ele disse, “ah, então deve ser meu mesmo, eu fiz um há muito tempo atrás”, eu perguntei o porquê de ele não ter Orkut, ele disse que é porque tirava demais a concentração dele”. Eu quase soltei, “É, a típica de desculpa de quem não quer ter Orkut porque tem muitos namoradas.”. Mas no fundo, no fundo, eu não pensei assim, Julio, tem uma cara de anjinho, de menino certinho, até pensei que não fosse rolar.


Eu prometi e cumpri, quando fomos para a festa, logo de início comecei a beber. E já tava até sem agüentar o gosto ruim de uma bebida barata, mas eu precisava ficar bêbada para ter a coragem de me chegar em Julio.


Aconteceu algo que eu não esperava, apareceu uma menina não mais bonita do que eu, ou pelo menos, não mais gostosa, e começou a conversar com Julio, e os meninos já começaram a zoar ele dizendo que ele iria “pegar” a menina. Ah, dessa vez o gole de bebida desceu seco! Eu não iria suportar, deixar de ir para minha casa, agüentar uma festa xexelenta, ficar na companhia de um monte de macho, pra ver o menino que eu queria nos braços de outra. Não, isso eu não iria agüentar!


Eu faria qualquer coisa para evitar essa situação, e fiz. Quando vi que Julio iria comprar mais uma cerveja para beber com a menina, eu fui com ele e perguntei, “Você vai ficar com essa menina, é?”, Ele disse, “Não, ou melhor, nem sei né”. Com esse “nem sei” eu deduzi que ele era solteiro. E disse, “porque eu também quero”. Ele fingiu que não escutou ou talvez quisesse confirmar, e perguntou de novo, eu disse “eu também quero”, ele disse, “quer o quê?”, eu respondi, “ficar com você”.


Quando eu falei isso, ele começou a se afastar mais da menina, e ficar mais no meio dos amigos, mais perto de mim, mas uma hora e outra, ficava perto da menina novamente. E eu ficava fazendo sinal para ele de que já estava na hora.


Quando vi que ele ia comprar mais uma cerveja para a menina, disse, “Fia, você quer cerveja, é?, ela disse, “quero sim, mas ele já foi comprar”, eu disse, “que nada, toma aí a minha”. E derramei o resto da minha cerveja no copo dela. Quando ele chegou, eu disse para ele que tínhamos que ir.


Cara, eu tava bêbada, vendo o mundo girar, e eu na verdade, nem sei ao certo para qual lugar fomos. Só sei que tinha um monte de mato e um lugar para sentarmos.


E o menino lindo da desejada boquinha carnuda e da carinha de anjo se demonstrou um verdadeiro macho tarado. Só faltou ... , é, diário, só faltou isso mesmo.


É, claro que eu gostei, foi uma delícia. Mas eu vi que Julio não era nada do que eu pensava, que ele tava mais pra capeta do que pra anjo. E pra piorar a decepção, eu cheia de cachaça, perguntei bem na hora H, “você é solteiro mesmo?”, ele disse, “não”.


Eu fiquei com a cara no chão e disse para mim mesma que o meu sexto sentido nunca me engana. Eu disse para ele, “poxa, velho, eu jurava que você era solteiro”, ele disse “é, também pensei que você sabia, porque quase todo mundo lá na sala sabe disso”.


Ele me deu prazer, mas me tratou com um objeto, apalpou meus seios, minha bunda, e até outras coisas que você pode imaginar. Teve uma hora que ele me colocou deitada no lugar onde a gente estava sentado, deitou encima de mim, me beijava e fazia uns movimentos como de quem tava transando.Eu disse, “poxa, Julio, quem passa e vê acha que a gente ta fazendo aquilo”, ele disse, “e a gente tá?”, eu disse, “é, to bêbada, mas acho que não”. Ele disse “Então pronto, eu sei que você quer”. E eu queria mesmo, e ele continuou fazendo.


E eu matei a minha vontade de ver aqueles inocentes olhos castanhos queimando de desejo e de ver aqueles lábios doces e rosas chupando o meu corpo.


Até que chegou a hora de eu ter que ir embora queria ir ao banheiro antes de ir, ele disse que tava me levando para um local que tinha banheiro, eu pensei que ele estava me levando para um local mais reservado para dar uns amassos mais quentes. É, e o local era próprio para isso. Tinhas umas lésbicas lá se beijando e eu disse, “poxa, todo mundo já experimentou menos eu”, ele perguntou, “e você tem vontade? Fique com Joana, sua amiga.”. Nesse momento, ele entregou o desejo que ele tem por Joana. Eu perguntei a ele se ele tinha, ele disse, “É, a menina é bonita, né, é normal ter desejo”. Mais uma na minha cara, diário.


Quando cheguei na saída da universidade junto com ele, vi que pela hora não teria mais ônibus para eu voltar para casa. Liguei pra minha mãe, ela disse que meu pai tinha acabado de chegar em casa, do trabalho e que iria ficar furioso quando soubesse que teria que ir me buscar porque eu perdi o horário de pegar o ônibus.


Eu me senti mal, pelo meu pai ser obrigado a sair de casa para me buscar, cansado, à noite, correndo riscos de morte no trânsito, simplesmente por causa de um pecado meu. Eu perdi a misericórdia de Deus, para que nada acontecesse com ele no trânsito.


E o idiota do Julio, ainda ficou lá comigo falando um monte de merdas, sem querer ficar comigo até meu pai chegar, para aproveitar mais a festa. E dando um monte de desculpas inúteis. Eu disse, “Julio, eu queria que você ficasse, mas querer não é poder, pode ir, faça o que você quiser, eu não me importo com isso, e saiba que eu sou mais madura do que você pensa”. E ainda teve a cara de pau de dizer que eu não contasse para uma amiga minha que tinha ficado com ele porque também era amiga da namorada dele. Eu disse, “Ok”. E ainda falou que gostou de ficar comigo porque eu sou “gostosa” e “gente boa”. Eu mereço isso, diário?


É, quando cheguei em casa, e liguei pra contar o ocorrido ao meu amigo Agnaldo, ele riu da minha cara e disse que eu mereço isso sim. Se foi por maldade ou imaturidade, pra mim não importa, só sei que esse não é o tipo de amigo que eu quero ao meu lado.


E eu não mereço isso, diário, o menino lindo que eu sonhei que fosse meu, tive que ficar bêbada para conseguir pegá-lo, fui tratada como um objeto e ainda fiquei sabendo na hora H que ele tinha namorada. Quem será o príncipe encantado que vai enxergar o meu puro, alvoroçado e inocente coração? Porque até hoje só me apareceram sapos que só enxergaram meus seios e a minha bunda.















terça-feira, março 29, 2011

Para meu Ex-amor



“Apaixonei-me por ti antes de te conhecer, ou melhor, antes de te ver. Conheci-te, ou conheci parte de ti, ou imaginei conhecer parte de ti, através das tuas palavras. E vibrei com elas e chorei quando apagaste tudo e saltei montes de fronteiras... e não, não rasguei a pele nem sangrei dos pulsos.



Onde estás tu agora? Ou melhor, onde está aquele teu "eu" agora? Sabes, nunca fui tão feliz e ainda nem sequer experimentámos 1/4 das posições do Kamasutra, mas tenho saudades dele. E quando me tocas é ele por vezes que me toca também. Oh! Grita, por favor, grita agora! E escreve sangue e esperma e violação na parede e depois Buda, Capitalismo e Platão. E chora, chora também. Vá aparece, cabrão! Coleccionador de borboletas...”






Feliz daqueles que amaram verdadeiramente durante a vida, pois conheceram o sentimento mais precioso, mais sublime, mais místico. O complexo mistério de se encantar por coisas simples, por um olhar, por um sorriso, um toque, uma idéia, uma fantasia. E o estranho mistério de se doar sem esperar nada em troca, já dizia Mário Andrade, amar é um verbo que praticamente discorda da gramática portuguesa, é um verbo intransitivo. Esse mistério que nos traz inusitada emoção, uma louca sintonia, a mais intensa paixão e uma profunda dependência.


Por um tempo achamos que amar é viver, mas no auge deste sentimento vemos que o amor não é eterno, pois a vida não é eterna. E como deixar esse encantamento acabar, como rasgar uma fantasia que foi durante muito tempo costurada, bordada, enfeitada com tanto carinho, com tantos sonhos?


Mas o tempo passa, e tudo passa com ele, e a vida não é cruel por causa disso. A vida nos dá oportunidades de nos renovar, de criar uma cerâmica nova, de transformar o metal enferrujado, enfim, a vida ensina a gente ser feliz. A decepção, a dor, a tristeza, são momentâneas, se o sentimento rosa acabou, os cinzas também irão acabar. É, é a vida que nos faz de beija-flor, a vida quer que a gente entregue o doce mel pra cada flor que dele merecer, por isso nenhum ou quase nenhum amor é eterno. A vida age por nós e ela sabe o que faz.


Eu poderia estar sendo ridícula, idiota ou infame por estar falando com amor de um ex-amor. Já que são poucos os que consideram, querem bem ou tem carinho por um ex-amor. Mas eu digo do fundo do meu coração, eu amo o meu ex-amor. Uma pessoa que apareceu na minha vida do nada, num momento crítico, e inicialmente me trouxe o encantamento de ter um amigo, é, foi obra do destino.


E eu que durante um tempo briguei com o destino por ter me feito conhecer essa pessoa, ter me apaixonado por ela e ter sofrido por ela, hoje agradeço por tudo que o destino trouxe. As lágrimas que eu trouxe num sorriso e as risadas de um pranto me transformaram como pessoa. Não, eu não sou a mesma, eu não sou mais uma substância pura. Amar, acreditar, confiar, decepcionar, sofrer, perdoar, se render, desacreditar, odiar, amar, invejar, admirar, tentar, tentar de novo, e desistir, me fizeram uma pessoa nova, que tem uma carga, uma história de vida, para secar o passado, moldar o presente e concretizar o futuro.


Eu posso dizer sim, amei verdadeiramente, se amei uma pessoa ou uma fantasia, eu não sei, mas eu amei. Acreditei em tudo, até nas promessas mais impossíveis, mesmo sem saber que nunca iriam se realizar, mas eu acreditei e estava disposta a realizar, a fazer acontecer. Apesar da força do ciúmes, eu digo que era apenas um cuidado, o não querer perder, porque eu sempre confiei. Decepção? Foi uma das maiores da minha vida, foi como se o meu mundo desmoronasse, quando eu vi que uma coisa que eu dei tanta importância não existia, era pura ilusão, tudo uma mera mentira. Sofri e te desejei a morte e as piores doenças, e que todo tipo de infelicidade você experimentasse na vida, mas como sentir raiva de você, que talvez se ainda existe amor...?


Eu que tanto desejei que ele voltasse, me pedindo perdão, se rastejando, para eu ter o gostinho de dizer não, me surpreendi, quando ele voltou, pedindo perdão, se desculpando, se rastejando e eu disse sim. Foi então que eu percebi que cristal quebrado não cola jamais, momentos são momentos, nada nunca vai ser igual, o hoje não é o ontem, e o ontem nunca vai ser amanhã. Aí que apareceu uma nordestina como eu, amor distante como eu e que fez coisas que eu sempre quis fazer com você e nunca fiz, neste momento, eu sabia que eu tinha te perdido pra sempre.


Inveja eu sempre tive de todas que tiveram a oportunidade de abraçar a você, pois com apenas dois braços conseguiram abraçar o meu mundo inteiro, o meu planeta Terra, o meu sol, que me ilumina, me aquece, me queima, me enlouquece.


Eu tentei, de um jeito de outro, ou melhor de todos os jeitos, tentei te esquecer e tentei ter você, talvez eu gastei mais energias tentando te reconquistar do que tentando te esquecer. Porém, nenhuma tentativa adiantou.


Eu admiro demais a pessoa que você é, não foi com pouca coisa que você me apaixonou, sempre admirei esse cara simples, legal, leal, engraçado, bem humorado, ignorante e grosso demais às vezes, mas que tem um bom coração. Você foi, é e sempre será uma pessoa especial pra mim. Te desejo tudo de bom e de melhor que a vida possa te oferecer, quero que você seja feliz porque você merece sim a felicidade, quero te encontrar, quero que os nossos filhos se encontrem, enfim, não quero te perder como amiga. Eu desisto, e esse é o último texto que eu escrevo sobre você, não quero te dizer adeus, e sim, um tchau, um até logo. Adeus é uma palavra muito forte. Mas eu desisto, porque sei que não adianta lutar por uma coisa que eu já perdi faz tempo e que é irreversível. Talvez eu perdi você, mas ganhei olhos castanhos claros, melhores, mais bonitos, que tragam uma felicidade que você não me trouxe ou talvez eu tenha ganhado amor próprio, a força da superação. Mas eu adoro você por tudo que você foi na minha vida.


Esse texto eu dedico ao meu Herivelton Fernando Ferreira Rodrigues e declaro ao meu diário que a partir, de hoje, ele terá uma nova dona.







domingo, março 27, 2011

Buscando essa tal Felicidade



Querido diário, a felicidade e equilíbrio de um ser humano são interligados com o seu ponto de paz interior. Mas nós estamos sempre à procura da nossa felicidade, e essa dona maria nunca chega, por mais que a gente tenha objetivos e sonhos e os concretize, os realize, a gente não vai estar feliz porque aí já estaremos com novos objetivos... eu queria saber o porquê que nós nunca estamos satisfeitos, se a gente vai morrer buscando essa tal felicidade.



Querido diário, se me perguntarem o que eu tenho de mais precioso eu vou dizer que é Deus, meus pais e a minha saúde. Eis-me aqui, aos olhos de Deus, com meus pais vivos e com organismo perfeitamente saudável. Ano passado tudo que eu queria era estar esse ano na universidade e continuar com o meu curso técnico, eis que estou cursando engenharia de materiais e química, dois cursos que eu escolhi por prazer e paixão e com satisfação. Eu já sofri muito por amor, e tudo que eu queria era hoje me sentir libertada, e eis que consigo comer, dormir, enfim, estar em paz.


Mas os meus pais mesmo sendo as coisas mais valiosas que há em minha vida, estando ao meu lado, eu não consigo olhar para eles com ternura. Sinto raiva, ódio, uma insatisfação enorme, sei lá, eu vejo que a maior parte das coisas que acontecem na minha vida é por culpa deles, que me criaram com cuidado demais, que sufocaram a minha liberdade durante quase 18 anos. Eu sinceramente não sei dizer se sou feliz com os pais que eu tenho.


Eu planejei durante toda a minha vida cursar uma universidade, é um sonho de infância, que eu sempre falei para os meus pais que eu ia chegar lá, sonho há 3 anos cursar uma federal, porque só aí eu tomei consciência do que era melhor pra mim. Se eu sonhei a minha vida inteira com isso por que eu sinto cansaço e desânimo em vez de disposição e alegria?Às vezes eu penso que minha vida é um inferno porque eu saio de casa às 11:15 da manhã e só volto às 23h da noite e tanta gente ganha a vida malhando e dançando.


Tudo que eu quis durante um tempo era tirar Herivelton da minha vida, e agora que ele saiu por definitivo, eu fico me lamentando, querendo que ele volte. Poxa, Garota de Várias Faces, acorda, quando você estava com ele você não comia direito, não dormia direito, vivia um desespero, se era 2 ou 3 dias de felicidade, era 5 ou 6 de tristeza, em vez de sentir inveja da namorada dele, deveria sentir pena porque sabe que ele não presta. Mas aí eu fico me lamentando porque não tenho mais ele, e eu tenho certeza que se eu o tivesse eu ia estar rezando para não tê-lo.


Mas eu to cansada, diário, acho que to mais cansada das pessoas que existem em minha vida, são todos uns inúteis, que quando eu mais preciso não aparecem. Eu preciso mesmo é mais que um ombro amigo, uma propriedade minha, que me traga mais que prazer, me traga felicidade, não importa se é masculino ou feminino, mas que seja pelo menos, uma representação, um projeto, um esboço dessa tal felicidade.