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sábado, setembro 12, 2015

Autocobrança e Metas




Querido diário, hoje estou em um daqueles dias em que me sinto perdida, em que nada tem sentido e que eu não me encontro. Nos dias em que eu me pergunto por que a vida foi tão dura comigo, em que auto me cobro e me culpo pela realidade.
Estou passando por uma fase ruim, um tempo seco e nublado que começou no dia 29 de agosto de 2014 quando meu bebezinho faleceu. Quem não tem animal, bichinho de estimação em casa não vai entender o que estou dizendo. Mas a minha filha faleceu! E ainda uma semana antes de eu iniciar o curso de formação de um sonhado concurso público em que eu tinha sido aprovada.
Aí eu me pergunto por que a vida tinha que ser tão dura comigo? Por que uma semana antes de começar o meu curso de formação? Por que tão de repente, a ponto de eu não ter conseguido nem me despedir? Por quê?
A vida foi perversa comigo e me tirou o único amor que eu tive de verdade, o único amor puro, leal, sincero, incondicional que eu tive na minha vida, que foi meu bebê Joaninha, para me mostrar que NADA na vida é para sempre.
Eu perdi muito tempo da vida simplesmente porque não sabia, de fato, o que queria, não tinha objetivos, não traçava metas. Eu era uma vítima da vida. Aonde ela me levasse eu iria como um agente passivo. Mas tudo mudou quando eu tomei um choque ao ter minha primeira experiência de emprego e em empresa privada, quando estagiei numa farmácia e fui demitida, escorraçada da farmácia como se fosse um cachorro. Mas depois disso, a sorte começou a entrar no meu caminho e eu consegui um estágio na Petrobras. Putz, vivi uma ótima experiência profissional e um sonho, e ainda trabalhava na área que sempre amei, química. Mas o meu estágio só durou 6 meses e logo voltei para a minha dura realidade. Aí sim, eu acordei para vida! Decidi estudar para concursos públicos, procurar um emprego e levar minha faculdade a sério, coisa que nunca levei.
Diário, a vida foi generosa comigo e logo passei em um concurso público. Foi o segundo da minha vida em que eu estudei e o primeiro em que fui aprovada. Foi uma grande surpresa e lembro que quando eu passei mal sabia o que era perícia criminal e o que fazia um papiloscopista, não sabia muito bem como funcionavam as coisas. Era como se eu, concurseira inexperiente fosse jogada em um mundo de concurseiros cobras de longa data aprovados no mesmo concurso público.
Era um sonho! Eu estava vivendo um sonho! Um curso de formação na academia de polícia com os melhores profissionais do País! De repente, eu estava no futuro em que eu sonhei para mim.
Passou a segunda fase do concurso, este foi homologado e também passou a campanha política da qual, inclusive, nosso imaculado governador ganhou de lavada da oposição, dispensando segundo turno.
E aí, começou o pesadelo ao perceber que o meu tão sonhado concurso tinha sido um grande fiasco e que serviu apenas de campanha política para o governador. O edital previa uma quantidade bem menor que o número formado na academia de polícia. Pois bem, depois das eleições, o governador cumpriu o edital e deixou o restante chupando dedo, alegando a crise financeira e que o quadro da perícia criminal estava completo.
É difícil compreender como eu passei 45 dias em curso de formação custeado pelo governo federal e depois disso, sou dispensada. Simples, estava nas vagas de expectativa de direito, eu teria e tenho que passar nas vagas de direito adquirido, isso sim é ser aprovado em um concurso público.
E ainda para completar, em meio à manifestações lutando pelo meu direito de ser nomeada, fui demitida da empresa em que eu trabalhava. Apesar de ter saído de lá como uma derrotada, essa é a perda que eu menos sinto, porque aquele emprego nunca me satisfez em nada.
E ainda por cima, novidade, estou sozinha. Como sempre, sozinha. Mais uma vez, sozinha, depois de fracassar em relacionamentos fadados ao fracasso. Homens casados, homens bem mais velhos que eu, relacionamentos à distância. Sei que a grande culpada disso tudo sou eu, por me deixar fantasiar por coisas sem futuro.
Eu sei que tem pessoas que sofrem bem mais que eu, que realmente tem problemas sérios, e que isso na minha vida é só uma fase ruim. Sei também que eu deveria visitar um asilo, um orfanato ou um hospital para saber o que é sofrimento de verdade. Mas, Meu Deus, será que não dá para dar uma aliviada daí de cima e começar a clarear o tempo aqui embaixo?
Prefiro pensar que o meu amado bebê Joaninha encarnou, e que a morte fez parte da evolução dela. Hoje ela deve ser uma menina linda, de 1 ano, de lindos olhos claros e criada numa família rodeada de amor, tanto amor quanto ao que eu dei a ela.
E quanto ao concurso da perícia, eu acionei a justiça e tenho certeza que tudo vai se resolver, afinal, o meu direito é eminente, tenho jurisprudência do STF ao meu favor. Eu tenho certeza que no final de outubro a minha liminar vai ser deferida! E que eu vou terminar o ano com chave de ouro.
E mesmo assim, irei continuar estudando para outros concursos, sei que os frutos podres que colhi na minha vida são frutos da minha imaturidade, mas que eu ainda tenho muito tempo para consertar os meus erros e buscar meus objetivos, como Ronda Rousey busca vitória numa luta.
Coloco como meta da minha vida que daqui para os meus 27 anos, eu vou estar empossada em um concurso público cujo salário seja de R$10000,00. Daqui para os meus 33 anos, vou empreender um negócio, eu gosto de sexo, e pretendo seguir nesse mercado. Não diário, não pense que eu vou ser garota de programa ou dona de bordel, mas vou abrir motéis, em bons pontos estratégicos e do jeito que o mercado pede, oferecer o que a concorrência não oferece por um preço razoável, vou ser dona da rede de motéis que é o sonho das mulheres e o poço da discrição para os homens. Mas pretendo, investir parte do meu lucro na solidariedade, em sorrisos, em vidas renovadas, em projetos sociais, e aos meus 38 anos, vou entrar na política, daqui para lá, já vou ter construído meu espaço, minha imagem e influência para dar esse passo largo. Por um País decente, vote em mim para Presidente.
Sonhar alto? Eu ouvi de um grande artista que a realidade esplêndida dele antes era apenas um sonho.

Boa noite, queridos leitores.

domingo, agosto 16, 2015

Deus coloca tudo no seu devido lugar


Querido diário, como você já sabe, no último texto que eu escrevi, contei que em 2014 eu tive uma das minhas maiores alegrias, que era um sonho, mas nunca achei que seria realizado e ainda mais tão rápido. Foi o segundo concurso da minha vida e o primeiro a ser aprovada. Ah, mas se tudo fosse maravilhoso, se fosse como manda o figurino, se tudo seguisse o cronograma correto e o governo abrisse concurso com o objetivo de suprir a necessidade da população.
Passei no concurso da Perícia Criminal do meu Estado, passei por um curso de formação na Academia de Polícia Civil de 240h, tive aulas com os melhores profissionais do País, curso ofertado pelo governo federal e hoje estou com diploma em casa.
Porém, nós concursados, não poderíamos ficar de braços cruzados. De início foi montada uma comissão, que objetivava manter o diálogo com o governo e negociar as nossas nomeações. O negócio não foi para frente, a comissão até fez bons contatos, mas era passiva demais, não ouvia sugestões, centralizava informações e isso só resultou em muitas brigas e desentendimentos. Mudamos a direção, resolvemos chamar a atenção da população e do governo através da mídia, de manifestações e claro, confrontos. Eu fui uma das primeiras a levantar essa bandeira, muitas vezes fui comparada com dirigentes sindicais famosos aqui do Estado, porque eu era uma das principais líderes desse movimento, nunca gostei de tomar decisões, sempre convocava assembléia, e aprenda, diário, quando alguém convoca uma reunião das duas uma, ou ela já sabe o que quer e quer apenas comunicar para os outros, ou ela não sabe o quer e quer que os outros decidam. Mas quem colocava em prática essas decisões, aparecia nas rádios, na TV, enfrentava o governo cara a cara era eu e meu amigo Geraldo.
Um certo, infeliz ou feliz dia, teve uma manifestação no Instituto de Identificação daqui, e eu poxa, queria muito participar. Além de estar a frente dessas manifestações, instituto de identificação para mim é minha casa, eu sou papiloscopista, mesmo que ainda não contratada pelo Estado. Então eu não iria representar a minha casa? Porém, no dia eu estaria de plantão, coloquei um atestado médico na empresa e participei da manifestação. Eu dei entrevista para um jornal local às 6h da manhã, e enquanto eu estava no calor da manifestação, lutando pelos meus direitos de ser nomeada no concurso pelo qual eu fui aprovada, minha chefe estava em casa, calçando a bota para ir trabalhar e com a televisão ligada.
Advinha quem ela viu dando entrevista? Não teve atestado médico que desse jeito, não teve jeito, no dia seguinte, foi rua! Fui quase demitida por justa causa, mas nesse momento Deus iluminou a minha mente, controlou meu ódio em relação aquela injustiça e eu fui surpreendentemente educada, fina, civilizada. Acho que nem todo chefe, de alta classe social, se despediu daquela empresa como eu me despedi, à alto nível! Consegui negociar com a empresa de eu mesma me desligar e não assinar justa causa.
Na saída, eu não consegui conter as lágrimas, chorei ao me despedir dos meus amigos, que nem eram tão amigos assim, chorei ao chegar na portaria e sabendo que estaria saindo dali para nunca mais voltar. Meu sonho era sair daquela empresa, mas não foi a saída que eu planejei, eu queria sair de lá concursada, com a minha posse assinada, queria sair por cima, vitoriosa e saí na merda.
O mais intrigante ou quem sabe algo comum é que eu sonhei que ia ser demitida um dia antes. Seria premonição ou força da atração? Premonição! O meu diário já sabe que eu tenho esse tipo de mediunidade, eu sonho e as coisas acontecem, às vezes eu tenho até medo das coisas que eu sonho.
No mais, eu iria continuar com as minhas lutas, com os meus movimentos e lutando pelos meus direitos. O mais interessante de tudo isso, é que até o dia que eu fui demitida, nós estávamos tendo resultados positivos sobre as manifestações, depois que eu fui demitida, a coisa magicamente começou a desandar. Nós fomos barrados na porta da Academia de Polícia no dia da posse dos primeiros nomeados. A partir dali, era notável, o posicionamento do governo em relação à nossa nomeação.
O grupo desandou e desandou muito. A gente tinha reuniões praticamente toda semana para refletir os resultados das nossas ações e tomar novas decisões. Mas isso cansa, quando não é visto o resultado esperado. Percebi que poucas pessoas davam a cara para bater, o pessoal morre de medo de retaliação, de aparecer na mídia, e acabou que só eu e meu colega Geraldo aparecíamos nos programas de rádio e TV. As pessoas só queriam resultados, mas colaborar que é bom, nada. Eu me senti usada, e decidi parar com isso. Hoje em dia é raro eu aparecer em algum meio de comunicação, não convoco reunião, até me afastei do pessoal, não me envolvo mais com nada e resolvi pleitear os meus direitos na justiça. Mas eu sei como a justiça é lenta nesse País, e esperar machuca!
Hoje estou aguardando ansiosamente um resultado positivo da justiça e estou tentando recomeçar minha vida. Estou estudando para outro concurso, um dos mais concorridos do País, de um nível elevadíssimo, sei que é difícil, mas não vou desistir! E quero voltar para faculdade, de onde eu nunca deveria ter saído, às vezes bate um desgosto enorme em pensar que eu poderia tá me formando próximo ano e hoje estou estudando para o Enem novamente, às vezes é vergonhoso precisar da ajuda de minha irmã de 14 anos para resolver as questões. Mas a vida é assim mesmo!

Eu aprendi que Deus coloca tudo no seu devido lugar, não importa onde você esteja, minha vida parece um carrossel de tantas voltas que ela deu, e eu não sei até aonde dizer se isso é bom ou ruim, acho que deve ser bom, nunca é tarde para aprender, quem não aprende pelo amor, aprende pela dor! Algumas coisas são muito injustas, outras são justas, pois apenas estou colhendo os frutos da minha imaturidade, outras são normais, previsíveis. Deixa a água correr, água parada apodrece, no mais, Deus coloca tudo no seu devido lugar. 

domingo, janeiro 04, 2015

A vida leva, a vida traz





A vida é um eterno ir e vir. O ser humano tem uma mania impreterível de guardar as coisas como se fossem eternas. Mal se sabe que a vida leva, a vida traz. Uma vez eu ouvi que a vida é como um ônibus, tirando o motorista e o cobrador, o resto é passageiro. Ah, e tem toda razão!
Boa noite, queridos leitores, talvez nem se lembrem da minha existência e talvez ninguém mais leia essa merda aqui, porque até eu mesma, proprietária desse blog, esqueci que o tinha. Não, eu nunca desisti de escrever, porque é uma das coisas que eu mais amo, é um dos meus hobbys, não adianta o dedo coça. Acho que pelo fato de eu ser tão grossa, ter um ar de insensível, não consigo expressar as minhas emoções pelas palavras, e aí eu escrevo, escrevo, escrevo e sai cada texto melancólico, por vezes, ardente, outras cheios de razão. Mas eu amo escrever e vou continuar escrevendo essa merda aqui, só não garanto a freqüência, como vocês irão ver minha vida deu um “boom” em 2014, e eu não tenho tempo para mais nada, de repente, acordei para vida, acordei para viver.
O homem que quase morri de amores em 2013, eu tive a oportunidade de fisgá-lo de novo em 2014, lembro como hoje dia 13 de fevereiro de 2014. O dia em que finalmente eu perdi minha virgindade com Giovanni Ferreira de Andrade. Como meus leitores antigos sabem eu tenho experiência a rodo com homem, cama, sexo, e até com mulher. Mas eu juro, até então, eu era virgem. Eu explorei o sexo de outras maneiras, antes de perder a virgindade vaginal, eu fiz sexo anal com 19 homens se eu não me perdi nas contas. Fora os orais que eu fazia quando nem o cú ainda eu dava. 19 homens é muito? Imagina, gente, 19 pessoas devem caber numa van, muito seria se eu tivesse pego gente que só coubesse num ônibus, num trem, num avião. Mas eu confesso uma vez ou outra vou num lugar e encontro alguém que já peguei, conheço alguém que é amigo de alguém que já chupei, ou fico amiga de alguma menina que namora um cara que eu já trepei e assim, vou ficando com fama de puta. Ah, mas eu juro que mesmo passando o rodo eu era cientificamente virgem, sendo que virgindade significava rompimento do hímen e o meu era intacto.
Dizem que as coisas que a gente mais quer, acontece quando a gente menos espera. Assim foi a perda da minha virgindade com o homem que eu amava. Lembro que foi no mesmo dia em que eu fiz a prova de habilitação do Detran, fui reprovada, perdi, mas ganhei uma noite de amor com o homem que na época era meu ídolo, minha coceirinha, meu calcanhar de Aquiles, noite essa, por que não dizer, inesquecível. Eu não planejei nada, para mim era mais um dia que a gente ia fazer a mesma coisa que a gente sempre fez, mas nessa noite Giovanni tava notavelmente mais disposto a tirar minha virgindade. Mas ele estava mais grosso comigo também, não me chupou e queria enfiar de qualquer jeito. Lembra da história que quando terminamos, eu falei para nossos amigos que ele era mole, devagar, sem jeito? Pois é, esse deve ter sido o motivo.
Ele tentou ser rude comigo, como uma forma de vingança, mas Giovanni não é assim, logo logo ele amoleceu. Tentou meter de um jeito, enfiar de outro, penetrar assim, assado, e não conseguia. Acho que a cavidade da minha vagina é curta, e Giovanni, ah, vocês sabem, ele é bem dotado, muitíssimo dotado! Terminou em que? Eu chupando o pau dele, e ele gozando na minha boca. Como a gente sempre fazia das outras vezes.
Vesti minha calcinha, ele vestiu uma roupa dele em mim, achei lindo o gesto de carinho e fomos conversar na varanda.
Giovanni encantado disse que eu estava diferente, mais bonita, mais leve, mais atraente. Realmente, eu estava demonstrando ser mesmo mais leve, cobrando menos, brigando menos, aproveitando o momento. Mas eu sei que o encanto dele vinha de uma rosa seduzente e infalível chamada Maria Padilha. Ter perdido a minha virgindade com o homem que eu amava, isso eu sei que eu devo a Maria Padilha.
Quando tirei minha calcinha tava cheia de sangue, mostrei para ele, satisfeito com um ar de papel de macho cumprido, ele falou: - Não faça nada com o dedo, deixe que o resto eu tiro.
Que resto o quê, eu perdi meu cabaço com Giovanni naquela noite e continuei achando que era virgem. Sangrei até o dia seguinte. Quando me lavava, notava que minha buceta tava diferente, tinha mais abertura, mas mesmo assim ainda achava que era virgem, pelo fato de ele não ter penetrado todo. Só percebi que minha virgindade tinha ido para o beleléu quando fui transar com outro, e aí tinha espaço, não deu trabalho para meter, não saiu sangue e não senti dor nenhuma.
Tive uma única noite de amor no ano de 2014 com Giovanni. Uma única noite para perceber que não valia a pena, que ele nunca foi e nunca será homem para mim.
Eu pensei que o tinha reconquistado, que poderia fazer diferente, que dessa vez seria mais duradouro, até que eu vi o mesmo filme do passado se repetir. Eu ligava e ele não atendia, mandava mensagem, respondia quando quer, marcava encontro e ele desmarcava com mil desculpas, e eu simplesmente desencanei. De repente, me apareceu uma oportunidade de emprego, em outra cidade, a oportunidade de morar sozinha, num lugar onde eu não conhecia ninguém, isso me deixou mais distante de Giovanni, e consequentemente me ajudou a esquecê-lo.
Eu trabalhei como estagiária numa empresa pública de abastecimento de água. Sempre eu aproveitei todas as oportunidades, aprendi muito, coloquei uma experiência de peso no meu currículo por mais uma vez ter estagiado numa empresa pública, mas o salário não compensava, eu ganhava uma merreca e não tinha perspectiva de contratação já que a empresa é pública e a única forma de adentrar era concurso público, não tinha terceirizada no laboratório. Lutei, viu, suei atrás de um emprego, toda semana tava na porta de uma empresa de RH para entregar o meu currículo, o mesmo currículo para mesma pessoa e às vezes até para mesma empresa. Procurava emprego aqui, mandava currículo ali, me inscrevia numa site assim, e até que um dia eu vi uma menina colocando anúncio no facebook que uma grande empresa do meu estado estava precisando urgentemente de técnico em química.
Essa fábrica apesar de ser da terra, comercializa no nordeste todo e tem começado a atacar o sudeste há pouco tempo, é bem conhecida, e produz diversos produtos como café, suco, massas, molhos em geral.
Já ouvia falar que essa empresa não pagava bem a ninguém, que era um inferno trabalhar lá, que a cobrança era demais, mas eu paguei para ver. Eu não queria um mar de rosas, eu queria um emprego.
Participei da entrevista. Nunca falei tanta besteira na minha vida. Apesar de normalmente me comunicar e me expressar bem, nesse dia fiquei nervosa, gelei, falei pouco, mas fui escolhida, porque apesar de ter falado pouco e ter um currículo pobre, eu me disponibilizei a morar na cidade por conta da empresa, disse que entre a faculdade e o emprego, priorizaria o emprego, e o gerente gostou disso.
Quando fui chamada para segunda entrevista, eu rescindi meu estágio na empresa de água, larguei o processo seletivo do qual estava participando para estágio numa empresa bem melhor, porque eu achava que já estava tudo certo. Quando eu percebi que ainda não tinha nada certo, tremi nas bases, quase enlouqueci. Mas graças a Deus deu tudo certo. 
Deu tudo certo, mas eu tive que sair de casa. A empresa exigiu que eu morasse na cidade. Fui, mas fui com o coração na mão em ter que deixar a minha vidinha na minha casa, o meu papagaio que eu tanto amava, meus pais, minha família! Lembro que arrumei minhas coisas aos prantos e deixei minha mãe chorando no portão, dizendo que eu deveria arranjar um emprego mais perto. Ao me despedir do meu bebezinho, minha mãe disse: - A gente vai cuidar dela.
Na época, isso há 7 meses atrás, eu estava com o cabelo mais longo e também mais claro, com um ar mais jovial, mais leve, de moça que tem menos responsabilidades. 7 meses eu sei que é pouco, mas de lá para cá, tanta coisa em minha vida mudou, só fisicamente andei cortando o cabelo, tratando dele melhor, parei de pintar, e estou um pouco mais gordinha, a rotina de trabalhar e estudar, a ansiedade e o estresse me fizeram engordar 10 quilos, estou tentando fazer dieta, mas minha bebida eu não largo, chocolate eu não resisto, uma pipoca de microondas às vezes cai bem.
Só Deus sabe como foi difícil minha chegada nessa cidade e a adaptação. No emprego ocorreu tudo bem, demonstrei serviço a rodo, paguei de boa moça e gostaram do meu trabalho, em uma semana eu aprendi tudo, em 2 meses substitui uma menina que tirou férias. O problema não era o emprego, era o lugar, uma pessoa que morava próximo a capital, de repente ir morar no agreste, interior remoto do estado. Não tinha um dia que eu não chorasse com saudade do meu bebê, que era meu chicletinho, vivia grudada em mim, como ela iria entender a minha ausência? Fui acolhida por uma menina que nem me conhecia, mas aceitou dividir a casa comigo. Ela já morava com outra pessoa e essa pessoa estava para sair de casa, prometeu sair em junho, pois bem, essa pessoa só saiu em setembro. Eu passei mais de 3 meses, dividindo o quarto e até a cama. E confesso, a menina que me acolheu, com a qual eu dividia o quarto era muito chata, tinha mania de limpeza, de organização, reclamava de tudo, era arrogante e falava as coisas na minha cara. Eu pensava que nunca ia dar certo morar com ela, mas eu engoli muito sapo, chorei muitas noites calada , uma vez até ameacei sair de casa, mas a menina abrandou, afinal, precisa para dividir o valor do aluguel, e eu acabei ficando, isso tem dado certo há 7 meses.
Na empresa, eu sou técnica em química, e na carteira é assinado como inspetora de qualidade, a cachorrada já começa daí. A empresa não se dispõe a me contratar como técnica para não ter a obrigatoriedade de pagar o meu piso salarial. Eu não estudei para tá rodando a fábrica inteira, estudei para fazer análises laboratoriais. Pois bem, lá eu faço análises, libero tanque, medindo brix, quantidade de sólidos solúveis, meço ph, as pontes de hidrogênio, faço análise para determinar a acidez do suco, mas também me responsabilizo quando uma máquina pára ou quando algum operador faz merda. Trabalho efetivamente como analista e inspetora de qualidade, e recebo como um auxiliar.
É por essas e outras que eu fui desmotivando, e hoje não sou uma das melhores funcionárias, mas faço minha parte, já estive passível de demissão várias vezes, já briguei com analista colega de trabalho, briguei com a técnica de segurança, já briguei com operador. Eu não suporto cinismo, falso perfeccionismo e muito menos arrogância, abaixe a voz quando for falar comigo, não sou sua mãe, nem sua cachorra para você pisar.
A maturidade que eu tenho hoje eu devo a essa empresa. Vamos dar um nome fictício a essa empresa? Narutu, fábrica de sucos. Se hoje eu não sou mais aquela menina que vivia chorando por causa de homem, que desistia fácil das coisas, que não tinha perspectiva de vida, foi graças a Naturu, que me mostrou a realidade, a vida como ela é, que me fez ver a importância do conhecimento, de estudos, de crescimento, me fez ver que eu não quero ser para vida inteira o que eu sou hoje, que eu preciso mudar urgentemente, buscar, lutar, tentar, conseguir. Eu nunca vi a Narutu como uma fonte de navios de dinheiro, a empresa onde eu ganharia bem, me aposentaria e ficaria por ali mesmo, eu vi a Narutu como uma escola, e é isso que ela tem sido para mim, uma grande escola.
Em 2014 me aconteceu uma coisa que eu esperava para 10 anos e não para agora, sempre lutei, busquei, mas por desconfiar da minha própria capacidade eu via essa realidade muito distante. Pois bem, não julgue a altura de uma montanha até chegar ao ápice dela. Fui aprovada num concurso público da Secretaria de Segurança Pública do meu estado para perícia no cargo papiloscopista. E vocês devem estar se perguntando que diabos é isso? Papiloscopista é o cara que faz a perícia através de impressões digitais, trabalha com identificação criminal, cadavérica e civil. É o cara que vai da emissão da sua carteira de identidade, até a identificação do criminoso que roubou o seu carro ou identificação de um corpo totalmente desfigurado que não está passível de reconhecimento.
Eu fiz o concurso buscando o mesmo que procuro em todos os outros, estabilidade, salário bom, um horário de trabalho digno. Mas eu me apaixonei pela papiloscopia, tornou-se ligeiramente minha segunda paixão depois da química. Passei 2 meses na Academia de Polícia Civil sendo formada para exercer a profissão, tive aulas com os melhores papiloscopistas do Brasil, inclusive Clemil Araújo, que é um ícone nacional, visitei as salas de arquivamento do instituto de identificação, onde se encontram todas as fichas de identificação civil do meu estado, tive aulas no IML, contato com cadáver, colheita de impressões digitais, tive aulas de levantamento de impressões em local de crime, e putz, é tão simples e ao mesmo tempo tão difícil.
Foi fascinante esse período que passei na Acadepol. Mas não foi nada fácil, para conciliar com o emprego tive que pedir para ser transferida para o turno da madrugada, eu estudava pelo dia, trabalhava de madrugada, engolia o sono, a fome, superava as correrias. Meu bebezinho faleceu uma semana antes de iniciar o meu curso, fiquei sem chão, lembro que na primeira semana eu chorava nas aulas lembrando dela. Nada na minha vida foi fácil.
E por fim, essa segunda fase do concurso acabou me atrapalhando, eu estava como 16º colocada, e fui para 26º, sendo que são 8 vagas segundo o edital, mas que a expectativa é convocar mais. Passamos 2 meses sendo capacitados para ocupar o cargo e não sermos nomeados? Como assim? Teve gente que largou o emprego para abraçar essa oportunidade. E aí, essas pessoas vão ficar a ver navios? Eu ouvi da boca do secretário adjunto de segurança no dia da nossa formatura: - Todos serão convocados. / Mas aí, só Deus sabe quando, o Estado não se posiciona, não diz uma data, um prazo, nem mesmo uma previsão para nomeação dos aprovados nas carreiras periciais, enquanto o estado de uma perícia morta sobrevive da Força Nacional e da perícia da polícia federal. Enquanto isso eu vou vivendo e estudando para outros concursos.
Em 2014 eu me apaixonei! Vivi uma grande paixão, um sonho de verão, a mais doce tentação, da qual eu não me arrependo, guardo tudo com muito carinho e se eu tivesse um controle remoto na mão, eu apertaria replay.
Eu trabalhava horário administrativo na fábrica de sucos e depois de um mês passei para o turno da tarde e conheci Eduardo. Lembro-me como hoje, o dia em que eu fui liberar a produção de um suco de abacaxi na máquina de 1 litro. Ele me olhou dos pés a cabeça, nunca tinha me visto, trabalhou dois anos de madrugada, e naquele mês tinha acabado de voltar a trabalhar à tarde, por ironia do destino, só para me conhecer.
Ele não me chamou atenção em nada, ele é feio. Mas o bicho é o cão conseguiu meu número de telefone no mesmo dia em que me viu. Vivia falando comigo no watzzap e eu não dava a mínima atenção, até que um dia eu precisei de carona.
Falei com ele, e ele disse que ficaria me levando. O homem não sossegava, dava em cima de mim todo dia, mandava textos e jornais pelo watzzap, se declarando, pedindo uma chance, e eu nem aí, e ainda dizia as meninas que moravam comigo que tinha um homem muito feio me paquerando.
Mas Eduardo foi me conquistando não pela beleza, mas pelo coração, pelas atitudes, pela generosidade. Com o tempo fui me acostumando com o cheirinho de perfume que eu sentia todos os dias ao ir coladinha com ele numa Biz. Estava carente, já há 2 meses na cidade sem saber o que é homem, porque Giovanni já estava me encostando na estante.
Resolvi dar uma chance para Eduardo. No dia em que eu caí nos braços dele, por mim não me levantaria nunca mais.
Não dei de primeira, nem de segunda, nem de terceira. Demorei um pouquinho para dar, mas Eduardo me derretia com a pegada, com os beijos, com aquela chupada no pescoço.
Demorei para dar porque eu não sabia o que dar. Sempre fiz sexo anal com meus casinhos, mas guardava minha virgindade para uma pessoa que eu amasse, que eu tivesse sentimento. Há essa altura, eu ainda não tinha percebido que eu já tinha perdido minha virgindade com Giovanni.
Eduardo também não tentava nada, pouco tempo depois, ele demonstrou o motivo do receio dele. Conversou comigo, dizendo que queria terminar. Quis saber o motivo, ele disse que era casado, que não era certo o que estava fazendo comigo, que se eu não soubesse por ele, na certa, qualquer pessoa da fábrica a qualquer momento poderia me contar.
E quem disse que a gente se deixou? Ali era minha noda de caju, não me largava nem com Kiboa.
A primeira vez em que ele me viu nua parecia coisa de cinema. Ele chegou mais cedo na minha casa, como sempre... dei uns beijos e deixei ele na sala, disse que ia ao banheiro tomar banho e deixei a porta do banheiro aberta propositalmente. Não demorou muito para ele aparecer na porta, olhando para o meu rosto, mas os olhos corriam para aquilo, rs, eu disse a ele que saísse pois não gostava de tomar banho com gente me olhando, puro charme. Seguiu-me até o quarto, me jogou na cama, quando eu estava só de calcinha, e me deu uns arrochos muito quentes, e de repente, saiu de cima de mim, eu não entendi. Ele disse que a primeira vez não podia ser assim nas pressas. Mal sabia ele que também era a minha primeira vez.
Eu podia ter rompido meu hímen com Giovanni, mas as delícias do sexo eu só conheci com Eduardo, sexo de verdade, carne a carne, corpo a corpo.
Nosso amor se resumia a sexo, ciúmes e carinho. Eu perdi as contas de quantas noites, quantas manhãs Eduardo passou me chupando, me machucando, me amando. Era uma delícia, uma das coisas mais gostosas da minha vida.
Ele morria de ciúmes, o casado da história era ele, mas eu era funcionária nova e modéstia parte, sou bonita, fazia sucesso com os homens da fábrica, ele ficava louco. Me ameaçava de todas as maneiras que vocês possam imaginar, se eu arranjasse outro homem.
Eu me apaixonei perdidamente por ele, porque eu nunca tinha vivido algo assim na minha vida, sentir o carinho de um homem presente 24h, ter a sede de me amar que ele tinha, fazer o sexo que ele fazia, eu me sentia completa, amada, saciada. Tudo que Giovanni não me dava, Eduardo dava em dobro.
Ele é feio, semi analfabeto, roceiro, trabalha como operador na fábrica onde eu trabalho como analista, cargo bem superior. Mas foi com ele que eu vivi os momentos mais mágicos da minha vida. Querido diário, sabia que eu nunca tive um homem para bater na porta 2, 3h da manhã? Foi um amor de cinema, um sonho de verão!
Mas nada é para sempre, e essa lua de mel passou. Mulher é a peste, é sempre igual. Começou a fase das cobranças, eu brigava com ele, queria que ele fosse na minha casa todos os dias, não admitia ser trocada por futebol, bares, amigos. No meio de tantas brigas, discussões quase todos os dias, Eduardo terminou, disse que não poderíamos ter mais nada, porque ele sendo casado, não poderia me dar a atenção que eu precisava.
Eu implorei para ele ficar comigo, e ele ficou. Lembro que nossa última transa foi meia boca, ele estava meio que sem vontade, gozou rápido, não me deixou satisfeita. Disse que ia passar em casa para tomar banho e tirar o cheiro do meu perfume. Foi estranho. Não era a mesma coisa.
Nisso começou meu curso na Academia de Polícia, eu estudava pelo dia, trabalhava de madrugada, e aí não tinha tempo para mais nada. Mas aí acabou meu curso de Papiloscopia, e eu queria minha vida de volta, minhas noites de volta, meu homem de volta, porque apesar de ser das outras, era como se fosse meu.
Ao voltar para vida “real” eu percebi que Eduardo não queria mais, e aí, surtei. Liguei para mulher dele, disse que era amante, inventei que tava grávida de três meses. Ele acreditou, a família dele acreditou, um irmão dele entrou em contato comigo para me convencer a não abortar. A fábrica inteira ficou sabendo. A mulher dele foi bater na minha porta, e detalhe, junto com ele. E ela ainda me ameaçava ir me encontrar na porta da fábrica.
E no meio de tanta confusão, só restou ressentimento entre nós dois. Passei a vergonha de todos os nossos colegas de trabalho terem ficado sabendo do ocorrido, mas isso para mim foi o menor problema, a arte do cinismo eu tiro de letra. O que dói mesmo é minha felicidade com ele ter durado tão pouco, eu vejo nos olhos dele que ele ainda me quer, mas preferiu priorizar o relacionamento dele de 9 anos com a esposa, o tempo teve mais importância que a emoção. E mais uma vez eu sou obrigada a tirar da minha cabeça pessoas que não saíram do meu coração.
E por fim, eu tive que dar adeus ao meu bebezinho em 2014. Eu tinha um papagaio fêmea que eu criava como filha. Sabia que eu ainda não acredito que isso aconteceu? Hoje só restou o retrato dela comigo na cômoda do meu quarto.
Lembro que minha amizade com Joaninha começou quando um dia eu pedi para ela abaixar a cabeça, e demonstrei o gesto, por minha surpresa, ela abaixou.
Desde então, Joaninha foi tudo em minha vida, eu nunca senti um amor tão puro, tão verdadeiro, tão recíproco. As pessoas podem dar risada disso que eu escrevo, mas só quem tem um bichinho de estimação, sabe o quanto eles fazem diferença na nossa vida.
Joaninha mudou a minha vida, era ela quem estava comigo nos momentos mais difíceis. Lembro que no dia que eu enchi a cara e vomitei a casa toda, enquanto minha família me xingava e repudiava minha atitude, Joaninha voou e pousou perto de mim com olhar de tristeza, como me perguntasse o que estava acontecendo.
No dia em que eu me vesti de preto em pleno sábado, quem lê meu diário sabe que dia de sábado eu uso branco, chorando, desgostosa da vida, ameacei me matar, me jogar na frente de um caminhão, nesse dia cheguei até a ir para pista, mas chegando lá desisti, o amor de Joaninha me fez desistir. Eu tenho até foto desse dia, em que eu estava chorando e ela encostada em mim.
Era amor de mãe e filha.
Lembro quando deixava minha mão por perto, ela ia esfregar a cabecinha dela pedindo carinho, ela já chegou até subir as escadas para vir atrás da gente aqui em cima quando a gente apagava as lâmpadas lá embaixo e íamos dormir, até cuscuz ela comia do meu prato. É amor demais para esquecer, é amor demais para se conformar com essa falta, a gente até acostuma, mas não se conforma.
Eu gripei no interior, e vir para casa na minha folga, uma folga de três dias. Passei minha gripe para Joaninha, no segundo dia de folga, percebi que estava escorrendo líquido do narizinho dela, até brinquei, dando risada, dizendo que tudo que era meu ela compartilhava até a gripe. Maldita gripe!
Viajei, deixei ela em casa brincando na gaiolinha dela como um dia qualquer. Depois da minha viagem, minha mãe percebeu ela meio triste, mas achou que era por minha falta, pois ela sempre ficava assim logo quando eu viajava.
Quando se deram conta que a tristeza dela era doença foi tarde demais, levaram para o veterinário, que detectou uma bronquite forte. Meus pais ainda chegaram a comprar medicação, mas não adianta Joaninha morreu na mesma noite.
Chega! Não quero mais falar sobre isso, lembrar desse momento ruim, só quero falar de coisas boas, relembrar as coisas boas que ela trouxe para minha vida. Eu senti um amor recíproco, completamente recíproco! Um amor infinito, que eu sei que eu nunca mais irei ver na vida!

E hoje não tenho medo da vida, nem mesmo do retrocesso, porque sei que ele é construtor do sucesso. 2014 foi o ano em que Deus me colocou desafios, em que superei dores que eu pensei que seriam insuperáveis! Eu acredito num 2015 melhor, acredito que alcançarei meus objetivos e que será um ano de sonhadas realizações, porque eu creio em Deus e que a mão do Pai sempre vai me amparar.

terça-feira, maio 13, 2014

Palavras são Indescritíveis



É um amor que vive dentro de mim, pulsa nas minhas veias, extravasa no meu olhar, na minha respiração ofegante quando estou preocupada com ele. Se me afastei por um tempo, foi para que a saudade, ou simplesmente a curiosidade pudesse nos reaproximar. Mas eu contei cada mês, cada dia e cada hora, esperando a hora conveniente para me reaproximar.
No início, me surpreendeu, eu nunca o esqueci, sempre quis que ele voltasse, mas nunca acreditei de fato, que ele um dia fosse voltar. Voltou, cheio de tesão e entusiasmo, como só tinha visto no início, logo quando o conheci. Mas já se passaram três meses, e eu estou vendo o passado se repetir. As mesmas frases: −Daqui para lá, a gente combina. / −Eu ligo para você. / E eu sempre fico a ver navios. De tanto esperar, quando dei por mim, eu já estava implorando para ficar com ele, coisa que eu disse que não iria mais fazer nessa segunda fase, talvez eu não fui muito boa aprendiz da minha pombagira. Eu fiz errado e por fim, está tudo errado.
Ah, mas eu não sou feita de açúcar não, e contra esse mal eu já estou vacinada. Não vou fazer escândalo na frente da fábrica, e nem vou ligar para os nossos amigos para obter notícias. Eu sei o que devo fazer, voltar minha cabeça para o que realmente interessa, poxa, tem tanta coisa boa acontecendo na minha vida agora. E fora que eu sou bonita, interessante, posso botar uma fila de homens na frente dele se eu quiser. Mas e os sentimentos ficam aonde?
Se é ele quem eu quero de verdade, conto os dias da folga dele, para quando chegar o dia da folga, eu notar o desinteresse, a forma de se pronunciar, a mensagem seca, fria.
Eu vou tentar me desligar, mas será que eu vou conseguir? Se tantas vezes eu dei as costas, mas não consegui dar um passo a frente, sempre olhando para trás, para esse amor que eu tanto amo, e que parece que quanto mais eu amo, mais despreza, não é bem um desprezo, é um desleixo, como se tivesse pouca importância.
Eu sei que quanto mais eu quero, mais vaidoso e tranqüilo ele fica. Quanto mais eu procuro, menos ele quer. Quanto mais eu incomodo, mais chato fica para ele. Perde a graça, o tesão da conquista, porque não há uma conquista. Eu sei mais ou menos como funciona a mente de um homem, mas como controlar meus sentimentos se eu o amo tanto? Palavras são indescritíveis para demonstrar o meu amor.
 Por isso, finalizo o meu texto aqui.


Palavras são Indescritíveis



É um amor que vive dentro de mim, pulsa nas minhas veias, extravasa no meu olhar, na minha respiração ofegante quando estou preocupada com ele. Se me afastei por um tempo, foi para que a saudade, ou simplesmente a curiosidade pudesse nos reaproximar. Mas eu contei cada mês, cada dia e cada hora, esperando a hora conveniente para me reaproximar.
No início, me surpreendeu, eu nunca o esqueci, sempre quis que ele voltasse, mas nunca acreditei de fato, que ele um dia fosse voltar. Voltou, cheio de tesão e entusiasmo, como só tinha visto no início, logo quando o conheci. Mas já se passaram três meses, e eu estou vendo o passado se repetir. As mesmas frases: −Daqui para lá, a gente combina. / −Eu ligo para você. / E eu sempre fico a ver navios. De tanto esperar, quando dei por mim, eu já estava implorando para ficar com ele, coisa que eu disse que não iria mais fazer nessa segunda fase, talvez eu não fui muito boa aprendiz da minha pombagira. Eu fiz errado e por fim, está tudo errado.
Ah, mas eu não sou feita de açúcar não, e contra esse mal eu já estou vacinada. Não vou fazer escândalo na frente da fábrica, e nem vou ligar para os nossos amigos para obter notícias. Eu sei o que devo fazer, voltar minha cabeça para o que realmente interessa, poxa, tem tanta coisa boa acontecendo na minha vida agora. E fora que eu sou bonita, interessante, posso botar uma fila de homens na frente dele se eu quiser. Mas e os sentimentos ficam aonde?
Se é ele quem eu quero de verdade, conto os dias da folga dele, para quando chegar o dia da folga, eu notar o desinteresse, a forma de se pronunciar, a mensagem seca, fria.
Eu vou tentar me desligar, mas será que eu vou conseguir? Se tantas vezes eu dei as costas, mas não consegui dar um passo a frente, sempre olhando para trás, para esse amor que eu tanto amo, e que parece que quanto mais eu amo, mais despreza, não é bem um desprezo, é um desleixo, como se tivesse pouca importância.
Eu sei que quanto mais eu quero, mais vaidoso e tranqüilo ele fica. Quanto mais eu procuro, menos ele quer. Quanto mais eu incomodo, mais chato fica para ele. Perde a graça, o tesão da conquista, porque não há uma conquista. Eu sei mais ou menos como funciona a mente de um homem, mas como controlar meus sentimentos se eu o amo tanto? Palavras são indescritíveis para demonstrar o meu amor.
 Por isso, finalizo o meu texto aqui.


segunda-feira, março 24, 2014

Eu e Maria Padilha




Querido diário, se é quebrando a cara que a gente aprende, eu aprendi muito na minha vida. Por volta de mais ou menos um ano atrás, eu me enchi de expectativas, amei acima da conta, e coloquei esse amor como o centro da minha vida. As expectativas destroem os acontecimentos, é como se fosse uma bomba que a qualquer momento pode explodir apenas em quem as criou. Amar demais é o pior erro, não acredito que exista uma dose certa para amar, mas amar ao outro mais do que a si mesmo é suicídio. O centro da minha vida deve ser eu mesma, com os meus projetos, planos, sonhos, erros, tropeços, mas pronta hoje e sempre para levantar.

Eu fui rejeitada, mais do que rejeitada, era como se ele sentisse uma repugnação por mim, minha presença o incomodava. Eu me senti um lixo, um lixo como mulher. Não sei quantas noites eu deitei e não consegui dormir, pensando e me perguntando porque a vida tinha que ser assim. Umas mil e uma vezes eu devo ter batido na porta dele, ligado, implorado para que ele voltasse para mim, viesse me ver, até que eu aprendi que ninguém vence pela insistência, que a minha vida não se resume a isso, que eu sou muito mais e poderia ir bem mais além do que os meus olhos pudessem enxergar.

No chão, no mais baixo que vocês possam imaginar, eu encontrei uma mulher que me fez mudar! O nome dela é Maria Padilha. Quem ela é? De onde vem essa mulher? Ela vem das encruzilhadas, de vidas passadas, da porta de um cabaré, da alucinação, do seu poder de sedução!

Essa mulher me fez colocar um ponto final no meu sofrimento, me ensinou a me amar acima de qualquer homem. Me ensinou que a vida é dura, mas que não há nada que não se possa mudar!

Eu me afastei por mais ou menos 3 meses, assim como ela mandou. Sumi, sumi mesmo sem deixar rastro, da vida dele e das pessoas que me uniam a ele. Reapareci, diferente, com um semblante mais alegre, com uma aparência mais leve, com um erotismo que exalava do meu olhar, do meu cheiro, da minha presença. Eu despertei de novo, o desejo do homem que eu tanto amei, o mesmo que quase acabou com a minha vida e que disse que nunca mais iria pisar os pés aqui.

Passamos uma noite de amor, de sexo quente. Pela primeira vez, eu o vi decidido a tirar minha virgindade, tanto tentou que quase tirou, sangrou, mas acho que não estourou. Fiz tudo que tive vontade por tanto tempo e estava inibida de fazer.

Eu controlei meu amor incontrolável, meu ciúmes, minha impulsividade, tinha mil e um motivos para brigar, diversas satisfações para tirar, mas resolvi esquecer do passado e recomeçar do zero. Não esquecer tudo que ele me fez, da minha queda, do sofrimento, mas recomeçar de maneira que desta vez seja mais duradouro. Porque apesar de tudo, eu amo esse homem, ele é o homem que eu mais quero, o meu bem querer.

Dessa vez as regras são:

- Procurá-lo de 15 em 15 dias

- Não enviar mensagens românticas

- Não fazer cobranças

Quanto mais a mulher tem, mais ela quer, quanto menos o homem tem, mais ele quer. Quanto mais a mulher fica no pé, cobra, se derrete, mais o homem enjoa dela. Homem não se amarra em lágrimas, homem gosta mesmo é da força da mulher, do sexo sem vergonha, da novidade!! Isso é um perigo, outra que aparecer será novidade para ele. Então se mantenha distante e espere essa “novidade” se tornar um passa tempo e você se tornará novamente a novidade, a prioridade!

Mas o mais importante é ter um plano B, um plano de fuga para o seu coração, quem tem um não tem nenhum. Não deixe homem nenhum te pisar, não se rasteje, se rastejar ele pisa! Você deve é se amar, saber que a sorte é dele de estar com você, e se ele faltar quem perdeu foi ele!

Homem se amarra na força da mulher!

Maria Padilha é a flor perfeita, é a mulher como ela deve ser. Quem cultua Maria Padilha, não é rejeitada, é desejada, mas sobretudo, sabe amar a si mesmo. É o cheiro que perfuma a mulher, que limpa, que renova, que transforme, salve, Maria Padilha! A Rainha que fez os meus sonhos se tornarem realidade! Laroyê.

Texto feito por mim, pela influência dela, porque eu e Padilha somos uma só!

sábado, fevereiro 08, 2014

Me Acostumei

 



Oito meses se passaram, desde o dia em que você me disse adeus, desde quando vi nos seus olhos que já era o fim. Foi triste agüentar tudo isso, superar, mas não estou aqui para falar de passado.
Você foi o segundo homem que eu mais amei, nunca vou esquecer-me do seu chame, do seu jeito, sua elegância, essa forma de ser vaidoso e tímido simultaneamente. Você foi tão especial para mim, porque me tirou da minha zona de conforto, mudou a minha vida por 6 meses, foram 6 meses que valeram por uma vida.
Tudo foi tão conturbado, talvez por eu ter te amado demais. Eu te amei de verdade, e o amor não aceita desaforos. O amor não aceita uma ligação rejeitada, um olhar diferente. Tudo é motivo para uma explosão.
Acabou e eu me acostumei com isso, já não me questiono por tantas injustiças, por ele ter ficado do lado de partes contrárias. Ainda me lembro do dia em que ele não me quis na casa dele, do telefonema em que ele fez uma baita ignorância sem um motivo aparente, se teve um motivo, até hoje nunca soube. E o dia em que ele deu o telefone para um suposto cunhado dele atender, até a esse ponto ele foi me surpreender.
Mas quer saber? Eu não guardo mágoas! E eu não o odeio, procuro não odiar porque o ódio está muito próximo do amor. Não merece tanta importância, ele foi a coisa mais importante numa fase da minha vida que passou. Ele não é um homem bonito, não é o único rico que me quis ter e não foi o homem que mais me fez mulher na cama. Ele foi apenas um homem que me tirou da zona de conforto, colocou a minha cabeça de pernas para o ar.
Às vezes lembro-me do cheiro dele, como se estivesse sentindo, almejo tanto um abraço, uma comunicação. Falando nisso, conversamos um dia recente desses, como amigos falamos sobre assuntos normais do cotidiano, eu não sei se foi uma impressão minha, ou se ele me mandou umas indiretas quando me perguntou se eu estava passando pela casa dele todos os dias, e quando disse que ainda me levaria para conhecer a empresa dele. Talvez ele tenha falado isso para testar seu poder de sedução, se auto afirmar como homem, isso me impressiona, mas não me anima nem um pouco.  Me impressiona porque há tempos atrás, nem uma ligação minha ele queria atender, e se atendesse me tratava de uma maneira tão fria, para hoje em dia falar isso?? Mas eu cansei de ilusão, acho que amadureci de certa maneira, não vou encher a bola de expectativas para depois estourar numa desilusão.
Ele mal deve se lembrar de mim, tem muitas mulheres, além de ter dinheiro (que é o que elas querem), ele é sedutor. Aquela que sujou as mãos para me separar dele, ainda vai se sujar muito para separá-lo de outras, não existe felicidade construída sobre o sofrimento dos outros.
Eu vou viver a minha vida, acreditando que o destino sempre vai me dar algo bom, uma novidade. Tudo na vida é aprendizagem, e além do mais, eu descobri que de amor eu já não morro.